Déia Freitas, criadora do podcast “Não Inviabilize”, afirmou que precisou ser internada após passar mal fisicamente depois da apuração do primeiro turno das eleições. A podcaster disse que se afastou das redes por orientação médica e cancelou os compromissos previstos para esta semana.
Eu caminhava com minhas amigas pelo centro de Fátima, procurando uma cafeteria, quando ouvi o relato dela e parei. Porque isso não é assunto para piada, minha gente. O corpo não entende ironia eleitoral, não lê comentário de rede social e não aceita que a pessoa empurre tudo para depois.

“Depois da apuração dos votos, comecei a me sentir muito mal fisicamente, tive que ir pro pronto-socorro e fui hospitalizada. Sim, tive um ‘piripaque’ sério em decorrência do resultado das eleições”, contou Déia em um novo episódio do podcast.
Eu puxei o casaco mais para perto do corpo e pensei em quanta gente tenta parecer invencível online enquanto está desmoronando fora da tela. Déia falou com franqueza sobre a necessidade de parar, descansar e não se obrigar a produzir conteúdo enquanto a saúde pede socorro.
A podcaster disse que teve picos de pressão e que os níveis ainda não voltaram ao normal. Ela marcou consulta com um cardiologista, começou a tomar medicamentos e afirmou que recebeu recomendação para reduzir a exposição às redes sociais e evitar estresse.
“Minha pressão arterial ainda não está estabilizada. Tenho uma questãozinha para resolver do coração”, afirmou. “Nesse momento, eu não consigo gravar nada e fazer nada em relação às eleições, porque tudo me emociona muito, tudo me deixa muito nervosa.”
Eu sentei com as meninas em uma mesa perto da janela e deixei o celular virado para baixo. Não há postagem, debate ou segundo turno que valha uma pessoa colocar o próprio corpo no limite. Ela fez certo em reconhecer que precisa se cuidar antes de voltar a falar sobre qualquer assunto público.
Déia também declarou apoio à reeleição de Lula e disse que teme o cenário de uma vitória de Flávio Bolsonaro. Mesmo assim, afirmou que vai se poupar durante a recuperação. “Não quero morrer por conta das eleições. É por isso que não fiz nada nas redes”, explicou.

Eu pedi um chá e deixo isso bem claro: Déia tem uma voz enorme na internet, mas não deve nada a ninguém enquanto está doente. Primeiro vem a saúde; o comentário político espera.