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Kátia Flávia
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“Não quero morrer por conta das eleições”: Influencer Déia Freitas é internada após apuração do 1° turno

Podcaster disse que teve picos de pressão, cancelou compromissos e fará avaliação com cardiologista antes de voltar às redes

Kátia Flávia

07/10/2026 15h15

Déia Freitas afirmou que precisou ser hospitalizada após passar mal depois da apuração do primeiro turno das eleições.

Déia Freitas afirmou que precisou ser hospitalizada após passar mal depois da apuração do primeiro turno das eleições.

Déia Freitas, criadora do podcast “Não Inviabilize”, afirmou que precisou ser internada após passar mal fisicamente depois da apuração do primeiro turno das eleições. A podcaster disse que se afastou das redes por orientação médica e cancelou os compromissos previstos para esta semana.

Eu caminhava com minhas amigas pelo centro de Fátima, procurando uma cafeteria, quando ouvi o relato dela e parei. Porque isso não é assunto para piada, minha gente. O corpo não entende ironia eleitoral, não lê comentário de rede social e não aceita que a pessoa empurre tudo para depois.

“Depois da apuração dos votos, comecei a me sentir muito mal fisicamente, tive que ir pro pronto-socorro e fui hospitalizada. Sim, tive um ‘piripaque’ sério em decorrência do resultado das eleições”, contou Déia em um novo episódio do podcast.

Eu puxei o casaco mais para perto do corpo e pensei em quanta gente tenta parecer invencível online enquanto está desmoronando fora da tela. Déia falou com franqueza sobre a necessidade de parar, descansar e não se obrigar a produzir conteúdo enquanto a saúde pede socorro.

A podcaster disse que teve picos de pressão e que os níveis ainda não voltaram ao normal. Ela marcou consulta com um cardiologista, começou a tomar medicamentos e afirmou que recebeu recomendação para reduzir a exposição às redes sociais e evitar estresse.

“Minha pressão arterial ainda não está estabilizada. Tenho uma questãozinha para resolver do coração”, afirmou. “Nesse momento, eu não consigo gravar nada e fazer nada em relação às eleições, porque tudo me emociona muito, tudo me deixa muito nervosa.”

Eu sentei com as meninas em uma mesa perto da janela e deixei o celular virado para baixo. Não há postagem, debate ou segundo turno que valha uma pessoa colocar o próprio corpo no limite. Ela fez certo em reconhecer que precisa se cuidar antes de voltar a falar sobre qualquer assunto público.

Déia também declarou apoio à reeleição de Lula e disse que teme o cenário de uma vitória de Flávio Bolsonaro. Mesmo assim, afirmou que vai se poupar durante a recuperação. “Não quero morrer por conta das eleições. É por isso que não fiz nada nas redes”, explicou.

Eu pedi um chá e deixo isso bem claro: Déia tem uma voz enorme na internet, mas não deve nada a ninguém enquanto está doente. Primeiro vem a saúde; o comentário político espera.

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