A chegada do Dédalos ao Rio de Janeiro marcou uma nova fase na trajetória empresarial de Nando Dias. No primeiro dia de funcionamento da unidade carioca, ainda sem divulgação prévia do endereço e sob chuva, 423 clientes passaram pelo espaço.
O número ganhou ainda mais significado diante do caminho percorrido pelo empresário. Em São Paulo, onde o projeto começou, a primeira unidade recebeu apenas 17 clientes no início. Desde então, Nando deixou um emprego estável para construir o negócio e acompanhou a transformação de uma iniciativa pequena em uma marca presente em diferentes cidades.

“O que mudou na trajetória não foi só o mapa. Foi a qualidade da pressão. Antes ela pedia sobrevivência. Agora pede padrão em três cidades.”
Hoje, o Dédalos está presente em São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. A unidade carioca, no entanto, foi pensada para ter características próprias. O espaço funciona ao lado do Metrô Cinelândia e ainda está em período de soft opening, com ambientes sendo implantados gradualmente.
Pouco mais de três meses após a chegada ao Rio, 18.997 homens já haviam passado pelo local, número que, segundo Nando, era esperado apenas para os primeiros seis meses. A operação ainda não atingiu sua capacidade completa e a previsão é de que todos os ambientes estejam funcionando até novembro.
“O público não esperou a gente ficar pronto. Isso aumenta a responsabilidade, não o ego.”
A adaptação à cidade também fez parte da estratégia. Em vez de reproduzir a unidade paulista, o projeto carioca recebeu alterações de arquitetura e funcionamento. Entre as novidades estão as chamadas cápsulas, pequenas cabines privativas com ar-condicionado e cobrança por hora, além do projeto de implantação de reconhecimento facial como recurso adicional de segurança.
De acordo com Nando, a própria forma de apresentar o empreendimento ao público foi pensada para ser diferente. O endereço não foi divulgado antes da abertura, fazendo com que os primeiros visitantes procurassem pelo espaço. Para Nando, a estratégia dialogava com o próprio conceito da marca.
“A cidade virou o labirinto. Quem chega assim não entra por inércia, entra por desejo.”
Por trás da expansão, o empresário também aponta uma mudança na própria maneira de conduzir o negócio. Com o crescimento, passou a dividir responsabilidades e a observar mais de perto a atuação da equipe. Ele afirma que uma das principais preocupações atualmente é fazer com que a empresa funcione de forma independente, sem depender de sua presença constante.
A relação com os clientes também aparece como parte desse processo. Nando conta que procura acompanhar pessoalmente as manifestações recebidas nas redes sociais e usar as reclamações como ponto de partida para melhorar a experiência do público.
Ao longo de mais de sete anos de funcionamento, ele acredita que mais de 1 milhão de homens já tenham passado pelas unidades do Dédalos. Para o empresário, esse volume também representa uma fonte permanente de aprendizado.
“Com esse volume, o erro é certo. O que diferencia é o que se faz depois.”
A experiência acumulada até aqui já começa a orientar os próximos passos. A empresa projeta novas unidades até 2030 em cidades como Brasília, Salvador, Curitiba, Fortaleza, Recife, Porto Alegre e Florianópolis.

A expansão, segundo Nando, seguirá a mesma lógica adotada nas unidades atuais, com atenção ao público, treinamento das equipes e ajustes a partir da experiência de cada cidade. Para ele, o crescimento da marca representa também uma oportunidade de levar o modelo construído ao longo dos anos para novos mercados.
Do primeiro espaço em São Paulo, aberto para 17 pessoas, aos quase 19 mil visitantes registrados no Rio em pouco mais de três meses, a trajetória do Dédalos passou a ser também a história da transformação de um projeto pessoal em um negócio em expansão.