Estava num almoço aqui no Leblon, já no café, quando o celular vibrou com um número de Goiânia que eu conheço bem. Atendi no segundo toque. Do outro lado, uma voz que vive no meio do sertanejo e sabe de tudo antes de todo mundo: Murilo Huff e Ruth Moreira, que passaram meses se destruindo publicamente, estariam numa trégua e avançando para um acordo. Larguei o café e pedi a conta.
O que está em jogo não é pouca coisa. A guarda do Leo, filho de Murilo com Marília Mendonça, morta em 2021, virou campo de batalha desde 2025, com acusações de pensão alimentícia mal paga e briga sobre quem cria o menino no dia a dia. No meio disso, a herança artística de Marília: direitos autorais, fonogramas, gravações, tudo estimado entre R$ 300 milhões e R$ 500 milhões. A Justiça chegou a dar guarda provisória unilateral pro pai, o que jogou mais gasolina na fogueira.


Minha fonte garante que os dois lados estariam negociando num clima de sigilo judicial total, sem declaração pública, sem nota, sem live de desabafo. Para quem acompanhou o nível de acusação que rolou entre eles, essa quietude já diz bastante. Em Goiânia, o ambiente no meio sertanejo está monitorando o desfecho com aquela tensão de quem sabe que qualquer acordo ainda pode desandar numa segunda-feira.
Os fãs de Marília dividem opiniões nas redes entre os que torcem pela paz por causa do Leo e os que desconfiam de trégua que nasce perto de R$ 500 milhões em espólio. Essa coluna não julga, mas anota: acordo com esse valor na mesa tem cláusula, tem prazo e tem advogado caro dos dois lados contando cada vírgula.