Amores , estou em casa , entre uma ligação de famosa em crise capilar e um café que custou mais caro que muita progressiva, quando São Paulo me mandou o babado embrulhado em laquê, pânico e faca de cozinha. Liguei para minhas amigas paulistanas, todas finíssimas e histéricas, para entender como uma reclamação de salão virou ocorrência policial. Depois ainda fui atrás do gato do Bruno Tálamo, que apareceu no furdunço antes de muita gente acordar para o tamanho da confusão.
A personagem central do surto é Laís Gabriela Barbosa da Cunha, de 27 anos, que atacou o cabeleireiro Eduardo Ferrari dentro de um salão na Barra Funda, zona oeste de São Paulo. Ela ficou conhecida pela frase da franja “parecendo o Cebolinha”, mas agora apareceu uma explicação nova para a parte que mais arrepia minha nuca com escova feita: a faca na bolsa. Laís disse que carregava o objeto porque teria sido assaltada antes e tentava andar mais segura.

Minha filha, segurança pessoal é uma coisa, entrar em salão armada e sair dando golpe nas costas de cabeleireiro é outra novela, com outro autor e classificação indicativa pesada. Eduardo Ferrari contesta a história da cliente, diz que o ataque foi premeditado e quer que o caso seja tratado como tentativa de homicídio. A ocorrência, até aqui, foi registrada como lesão corporal, ameaça e autolesão, o que deixou a defesa do profissional cuspindo fogo jurídico.
O bastidor capilar também tem suas versões, porque salão de beleza, você sabe, às vezes tem mais tensão que camarim de reality em noite de eliminação. Laís afirma que teve o cabelo danificado, fala em corte químico e cobra explicações do cabeleireiro. Já o lado de Eduardo sustenta que ela havia feito procedimento semanas antes, que depois passou a reclamar, pedir dinheiro de volta e enviar mensagens antes de voltar ao local.
Nas redes, claro, o povo agarrou a “franja de Cebolinha” como se fosse meme pronto para legenda, figurinha e deboche de grupo. Só que eu, fofoqueira de quinta com diploma moral em barraco brasileiro, preciso avisar: a frase é viral, mas a faca é o centro da história. A graça da internet não pode passar corretivo numa agressão real, registrada, filmada e contestada pela vítima.
Então eu fico com o babado inteiro, porque fofoca sem contexto é só gritaria de salão com secador ligado. Laís tenta explicar por que andava com faca, Eduardo diz que quase foi morto, e São Paulo assiste a uma briga de cabelo virar discussão criminal. No fim, querida, franja cresce, cabelo trata, processo anda, mas facada nas costas não cabe em cupom de desconto nem em pedido de desculpa com escova modelada.
Confira o vídeo: