Uma mulher é suspeita de decepar o órgão genital do companheiro, de 33 anos, após receber dos filhos relatos de que ele teria cometido abusos sexuais contra eles. O caso aconteceu no bairro da Catingueira, em Campina Grande, na Paraíba, e as duas frentes seguem sob investigação da Polícia Civil.
Eu tinha acabado de colocar o arroz para cozinhar e fui cortar a abobrinha para o almoço quando precisei parar. Essa não é uma história de uma versão só, nem de vingança para ser celebrada. É uma ocorrência brutal, com duas crianças envolvidas e acusações graves que precisam ser apuradas até o fim.

Segundo a Polícia Militar, o homem foi encontrado na noite de domingo em frente à própria casa, com mãos e pés amarrados e grande perda de sangue. O órgão genital não foi localizado no local, e ele foi levado pelo Samu ao Hospital de Trauma de Campina Grande.
O homem relatou aos policiais que a companheira teria pedido para testar nós que aprendeu em um curso de bombeiro civil antes de prendê-lo. A suspeita, segundo a investigação, teria agido após os filhos, de 8 e 10 anos, contarem à mãe que o padrasto teria praticado abusos em troca de celular.
Eu desliguei o fogo da abobrinha por um instante, porque aqui é preciso ser muito clara: a denúncia contra o homem não está comprovada e não equivale a condenação. Da mesma forma, a autoria da agressão contra ele também está em investigação. O que existe são boletins de ocorrência, relatos e uma apuração policial em andamento.
A delegada Socorro Silva informou que o pai das crianças registrou ocorrência e que a Polícia Civil vai investigar tanto a agressão atribuída à mulher quanto o suposto estupro de vulnerável. “A partir de agora, a Polícia Civil irá dar continuidade às investigações dos casos”, afirmou.
O homem recebeu alta hospitalar nesta terça-feira porque não havia flagrante nem mandado de prisão contra ele. A liberação médica não encerra a investigação sobre a denúncia feita pelas crianças. Elas estão sob os cuidados do pai, segundo a Polícia Civil.

Eu tampei a panela, respirei e pensei que essa é uma daquelas notícias que exigem responsabilidade de todo mundo. Crianças precisam ser ouvidas e protegidas. Acusações de abuso precisam ser investigadas com rigor. E violência física não pode ser banalizada, qualquer que seja o contexto.
Até a última atualização, a mulher não havia sido localizada pelas autoridades. A polícia preservou as identidades dos envolvidos, e as investigações devem definir responsabilidades a partir de provas, depoimentos e exames.