O neurocientista brasileiro Dr. Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues acaba de lançar o livro “Medo da Morte na Infância: Sinal de Alta Inteligência”, uma investigação científica transformada em narrativa íntima e reflexiva. A obra, publicada em setembro de 2025, explora como o medo precoce da morte pode ser um indicador de elevada capacidade cognitiva e até mesmo de dupla excepcionalidade.
“Era para ser um estudo curto, mas me empolguei. Muitos vão se identificar, algo que não se vê nas redes sociais”, contou o autor em entrevista exclusiva.
Quando a experiência pessoal se torna ciência
A inspiração do livro surgiu a partir de vivências com o filho de Abreu, marcadas por questionamentos profundos e altruísmo desde cedo. Inicialmente planejado como um artigo acadêmico, o projeto se expandiu até chegar às 83 páginas que unem neurobiologia, genética e psicologia cognitiva.
Segundo o autor, crianças que demonstram desde cedo medo da mortalidade podem apresentar maior sensibilidade instintiva, percepção de perigo e pensamentos abstratos, características ligadas a altos níveis de inteligência ou a neurodivergências como TDAH e TEA.
“Meu filho e eu vivenciamos isso. A curiosidade e o altruísmo vieram junto com esse medo, e isso me levou a este estudo amplo”, revelou Abreu.

A ciência por trás do medo da morte
A obra analisa como redes neurais, como o córtex pré-frontal, o sistema límbico e a rede de modo padrão (DMN), processam abstrações e ameaças desde cedo, moldando não só o pensamento abstrato, mas também a capacidade de tomar decisões morais.
O livro também traz dados sobre neurotransmissores (dopamina e serotonina), genes relacionados à empatia e fatores ambientais, sugerindo que o medo da morte pode tanto fortalecer a resiliência quanto gerar vulnerabilidade.
Estudos ligados ao Genetic Intelligence Project (GIP) e análises de neuroimagem dão respaldo científico à hipótese de que esse tipo de sensibilidade pode estar na raiz de comportamentos altruístas e pró-sociais.
Importância para pais, educadores e sociedade
Fabiano de Abreu, que é presidente da ISI Society, detentor do recorde de maior QI do Brasil (160 pontos na Escala Wechsler, homologado pelo RankBrasil), além de membro da Sigma Xi e da Royal Society of Biology, vê o livro como um instrumento de compreensão e acolhimento.
“Muitas crianças com esse perfil são mal compreendidas. Este trabalho ajuda a normalizar e apoiar essas mentes excepcionais”, afirma o neurocientista.
Com um estilo que combina rigor científico e narrativa autoral, a obra se diferencia de artigos técnicos ao oferecer uma abordagem acessível e próxima da experiência cotidiana.

Onde encontrar o livro
Medo da Morte na Infância: Sinal de Alta Inteligência já está disponível em versão 1.0 nas principais plataformas digitais, incluindo Amazon e Google Play Books.
O lançamento promete atrair não apenas especialistas em neurociência e superdotação, mas também pais, professores e leitores interessados em compreender como o medo infantil pode revelar potenciais intelectuais extraordinários.