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Kátia Flávia
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Muito Além das Horas: Por Que os Relógios de Luxo Continuam Fascinando Celebridades, Colecionadores e Investidores

Renan Bastos analisa como arte, engenharia, exclusividade e status transformaram os relógios de luxo em alguns dos objetos mais desejados do mundo

Kátia Flávia

17/06/2026 9h15

Renan Bastos explica por que peças de alta relojoaria seguem valorizadas mesmo em uma era dominada pela tecnologia digital.

Renan Bastos explica por que peças de alta relojoaria seguem valorizadas mesmo em uma era dominada pela tecnologia digital.

Em uma época em que smartphones, computadores e dispositivos inteligentes são capazes de informar as horas com precisão absoluta, os relógios de luxo continuam despertando desejo, admiração e interesse em todo o mundo.

Mais do que instrumentos para medir o tempo, essas peças se transformaram em símbolos de status, expressões de identidade pessoal e verdadeiras obras de arte mecânica.

Recentemente, grandes eventos internacionais como as Finais da NBA e Roland Garros, o tradicional Aberto da França, chamaram a atenção não apenas pelos atletas e celebridades presentes, mas também pelos relógios exibidos nos pulsos de nomes como Jay-Z, Brad Pitt, Josh Hart, Fat Joe e Flea.

Para muitos observadores, essas peças representam uma combinação rara entre tradição centenária, inovação tecnológica e exclusividade.

Segundo Renan Bastos, que acompanha o mercado de relógios de luxo nos Estados Unidos (EUA), no Brasil e em outros importantes centros internacionais, o fascínio por essas peças vai muito além da simples funcionalidade.

“Quando alguém compra um relógio de alta relojoaria, normalmente não está comprando apenas um objeto para ver as horas. Está adquirindo história, engenharia, artesanato e, muitas vezes, uma peça que pode atravessar gerações.”

Um dos exemplos mais impressionantes dessa realidade é o Patek Philippe Sky Moon Tourbillon utilizado por Jay-Z. Considerado um dos relógios de pulso mais complexos já produzidos pela manufatura suíça, o modelo reúne múltiplas complicações mecânicas, incluindo calendário perpétuo, repetidor de minutos, turbilhão e um mapa celeste representando o hemisfério norte.

Peças desse nível demonstram por que a alta relojoaria continua sendo considerada uma das formas mais sofisticadas de engenharia mecânica em miniatura.

Enquanto grande parte da tecnologia moderna é projetada para ser substituída em poucos anos, alguns relógios são construídos para funcionar durante décadas ou até séculos quando devidamente preservados.

Essa característica ajuda a explicar por que determinados modelos alcançam valores milionários em leilões internacionais e permanecem altamente desejados por colecionadores.

Outro aspecto que chama atenção é a exclusividade.

Marcas como Patek Philippe, Rolex, F.P. Journe, Vacheron Constantin e Audemars Piguet produzem quantidades limitadas de determinadas referências, criando um ambiente onde escassez e demanda caminham lado a lado.

Segundo Renan Bastos, esse fator contribui diretamente para o fortalecimento do mercado secundário de relógios de luxo.

“Quando existe uma procura muito maior do que a oferta, determinadas peças passam a ter uma relevância especial. Em muitos casos, o relógio deixa de ser apenas um acessório e passa a representar uma combinação de patrimônio, exclusividade e legado.”

Nos Estados Unidos, um dos maiores mercados consumidores de relógios de luxo do mundo, o crescimento da cultura de colecionismo tem impulsionado tanto as vendas no varejo quanto o mercado secundário.

Cidades como Miami, Nova York e Los Angeles concentram alguns dos mais importantes compradores, colecionadores e investidores do setor, contribuindo para a consolidação dos EUA como um dos principais polos globais da alta relojoaria.

Mas o fascínio por essas peças não está apenas na raridade ou no valor financeiro.

O design também exerce papel fundamental.

Modelos contemporâneos unem técnicas tradicionais de fabricação com propostas estéticas cada vez mais sofisticadas, transformando relógios em verdadeiras declarações de estilo.

O Vacheron Constantin Overseas Ultra-Thin usado por Brad Pitt, por exemplo, demonstra como elegância, inovação e engenharia podem coexistir em uma única peça. Já modelos mais ousados, como determinadas versões do Rolex Day-Date, mostram como criatividade e exclusividade continuam atraindo novos públicos para o universo da relojoaria.

Para Renan da Rocha Gomes Bastos, o sucesso contínuo dos relógios de luxo está ligado à capacidade que essas peças possuem de combinar emoção e racionalidade.

“Poucos objetos conseguem unir história, arte, engenharia, exclusividade e valor patrimonial da forma como um relógio faz. Talvez seja por isso que eles continuem despertando interesse mesmo em uma era totalmente digital.”

À medida que o mercado global de relógios de luxo continua evoluindo, especialistas acreditam que a procura por peças raras, modelos icônicos e exemplares de alta relojoaria deve permanecer forte entre colecionadores e investidores.

Em um mundo cada vez mais acelerado e digitalizado, os relógios de luxo seguem ocupando um espaço singular: o de objetos capazes de medir o tempo enquanto se tornam, eles próprios, atemporais.

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