Bunny Levine, atriz conhecida por participações em produções como Gilmore Girls, La La Land e Law & Order, morreu aos 97 anos, em Los Angeles. A morte foi confirmada por representantes da artista; segundo a polícia local, ela morreu de causas naturais, enquanto dormia em casa.
Eu estava separando a roupa para a manicure em Laranjeiras, tentando decidir se ia de camisa ou vestido, quando li a trajetória dela. E tive de sentar na ponta da cama para prestar atenção: Bunny passou cerca de 25 anos trabalhando como professora e bibliotecária numa escola de Nova Jersey antes de decidir que queria ser atriz.

Ela nasceu Bernice Levine, em 1928, e sempre se interessou por atuação. Só depois da aposentadoria começou a fazer aulas de teatro, testes para comerciais e audições para cinema e televisão. Em vez de tratar a aposentadoria como ponto final, ela abriu uma segunda vida inteira.
Fiquei olhando para o vestido na cadeira e pensando como existe uma pressão meio cruel para a gente achar que perdeu o momento se não fez tudo cedo. Bunny não só começou tarde para os padrões de Hollywood como continuou trabalhando até depois dos 90. Ela entrou em cena quando muita gente já estaria dizendo que era hora de sair dela.
Na televisão, esteve em Gilmore Girls, Criminal Minds, Ugly Betty, 2 Broke Girls, New Girl, Shameless e Família Upshaw. Em Gilmore Girls, interpretou a Sra. Thompson. No cinema, estreou em Cadillac Man, com Robin Williams e Tim Robbins, e também apareceu em filmes de Adam Sandler, como Zohan e Sandy Wexler.
Em La La Land, Bunny viveu uma funcionária de cinema. A cena pode não ter sido o centro do filme, mas é exatamente o tipo de trabalho que constrói uma carreira longa: presença, repertório e disponibilidade para estar onde a história precisa de você.
Peguei a bolsa, coloquei as chaves dentro e ainda li que ela mantinha créditos recentes em Thelma e Sacramento, de 2024, além de The Cure e do curta Achiever, lançados neste ano. Aos 97, Bunny não era uma memória de Hollywood. Ainda era uma profissional trabalhando.
Em 1991, ela fundou com o marido, Bernard S. Levine, a Actors Connection, organização voltada à formação e ao desenvolvimento de atores. Deixa três filhos e dois netos. O velório será realizado na quinta-feira (27), em Clifton, Nova Jersey.

Desci para encontrar o carro com uma certeza bem simples: carreira não tem idade certa para começar, recomeçar ou surpreender. Bunny Levine provou isso sem discurso pronto, só vivendo 97 anos e deixando crédito em produção até o fim.