Sergio Moro virou assunto nas redes sociais depois de cometer duas gafes durante o debate da RPC entre os candidatos ao governo do Paraná. Ao falar sobre educação, o senador disse “alfebetização”; mais tarde, chamou os eleitores paranaenses de “paraenses”.
Eu estava no carro saindo de Sintra, com os travesseiros da Piriquita bem acomodados na bolsa e o motorista apontando para o Chiado, quando vi os vídeos. Meu amor, Moro entrou no estúdio querendo discutir o Paraná e, no meio do caminho, parece que pegou uma saída errada rumo a Belém do Pará.

A primeira derrapada veio justamente num trecho sobre alfabetização. O assunto, por si só, já é daqueles que pedem atenção redobrada, e o “alfebetização” caiu na rede como pastel em prato de criança: em dois minutos, já tinha virado meme, montagem e correção coletiva.
Depois, o candidato se dirigiu aos moradores do Paraná como “paraenses”. Para quem faltou à aula de geografia por motivo de fofoca, vale explicar: paraense é quem nasce ou vive no Pará. O gentílico de quem mora no estado que Moro quer governar é paranaense. Uma letrinha muda o destino e, nesse caso, muda até o mapa.
O debate reuniu Moro, Sandro Alex e Requião Filho na noite de terça-feira, em Curitiba, a cinco dias do primeiro turno. A RPC organizou quatro blocos, com perguntas livres entre os candidatos e espaço para que circulassem pelo estúdio durante os confrontos.
Eu olhava as janelas do carro, vendo Sintra desaparecer pelo retrovisor, e só pensava no azar da dobradinha. Uma gafe acontece, todo mundo tropeça. Duas, com uma envolvendo alfabetização e outra trocando o estado inteiro, é quando a internet abre a maleta de memes e cancela o resto da agenda.
A noite teve discussões sobre segurança, obras, saúde, alianças políticas e a disputa nacional entre Lula e Bolsonaro. Os principais embates envolveram Moro, Sandro Alex e Requião Filho. Mas, para parte do público que acompanhou os cortes depois do programa, foram as palavras trocadas que roubaram a cena.

Moro não comentou especificamente a repercussão das gafes até a circulação dos vídeos. No jogo eleitoral, um deslize pode não decidir uma eleição, mas uma coisa é certa: “alfebetização” e “paraenses” já ganharam vida própria muito antes de o candidato chegar à próxima sabatina.