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Kátia Flávia
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“Militância tomou conta”: Adriane Galisteu diz que a Fazenda é reflexo do Brasil e detona clima “engessado” no reality

Apresentadora diz que os peões de “A Fazenda 18” perderam a capacidade de rir de quem pensa diferente e vê o programa como retrato de um Brasil “chato”

Kátia Flávia

26/10/2026 17h19

Adriane Galisteu comentou o clima entre os participantes de “A Fazenda 18”

Adriane Galisteu comentou o clima entre os participantes de “A Fazenda 18”

Adriane Galisteu avaliou o clima de “A Fazenda 18” e afirmou que os participantes do reality estão excessivamente sérios, com pouca disposição para brincar uns com os outros. A apresentadora também relacionou as tensões no confinamento ao ambiente político e social vivido fora do programa.

“Porque causar, eles causam, mas eles não conseguem se divertir. Eles levam tudo muito a sério”, disse Galisteu. “É todo mundo engessado, né? É muito sério. Você olhou pra mim, eu não consigo tirar um sarro de você.”

Eu tinha acabado de guardar as últimas compras da Cobal e já estava escolhendo uma roupa para mais tarde quando ouvi isso. Minha filha, Galisteu não chamou o elenco de chato só por chamar: ela fez uma autópsia completa no deboche que morreu antes de entrar na sede.

A apresentadora classificou a dinâmica como “A Fazenda da militância” e disse que o medo de ser mal interpretado travaria os participantes. Para ela, os peões parecem incapazes de fazer uma brincadeira sem transformar tudo em uma disputa moral.

“A militância tomou conta”, afirmou. “A gente não está mais achando graça de quem pensa diferente da gente. A gente não respeita quem pensa diferente da gente.” O comentário veio em meio à repercussão das desistências voluntárias que movimentaram a edição.

Eu fiquei com a blusa na mão e pensei: quando a apresentadora do programa diz que falta humor, é porque o negócio está mesmo com cara de reunião de condomínio às três da tarde. Ninguém pode olhar torto, rir torto, respirar torto, porque já aparece uma assembleia para analisar a intenção da sobrancelha.

Galisteu afirmou que “A Fazenda” funciona como um termômetro do país e que o comportamento dos confinados refletiria o momento brasileiro. “É uma novela da vida real”, resumiu, ao citar a polarização e o desgaste provocado por um ano de Copa do Mundo e eleição.

Eu acho que ela acertou quando disse que vale olhar no espelho. Reality bom precisa de confronto, claro, mas também precisa de alguém capaz de levar uma provocação sem pedir perícia, laudo, ata e intervenção divina. Porque barraco sem ironia é só reunião chata com microfone.

Adriane Galisteu defendeu mais humor e leveza nas relações entre os participantes de “A Fazenda 18”.

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