Estou na estrada para Fátima com minhas amigas, naquela ansiedade para passar pelo Mosteiro da Batalha, quando resolvo abrir o celular. Pra quê? Michael Douglas decidiu contar agora uma fofoca guardada desde 1992. Eu quase pedi para encostar o carro. Trinta e quatro anos, Michael? Eu, fofoqueira de quinta categoria, considero isso retenção criminosa de informação.
Senta que essa é maravilhosa. Durante as filmagens de Instinto Selvagem, o romance secreto de Michael Douglas não era com Sharon Stone, como muita gente suspeitava na época. Segundo o próprio ator conta em seu novo livro de memórias, One Helluva Ride, ele estava envolvido com Jeanne Tripplehorn, que interpretava Beth Garner, a psicóloga e interesse amoroso de seu personagem.

E eles esconderam direitinho. Douglas escreve que ele e Jeanne se esforçaram para manter o relacionamento longe do elenco e da equipe. Enquanto as atenções estavam em cima daquela química radioativa entre Michael e Sharon Stone, o babado verdadeiro acontecia com outra atriz do mesmo filme. Gente, isso aqui é a fofoca fazendo hora extra há três décadas.
Agora vem o detalhe que me fez arregalar os olhos. Michael ainda era oficialmente casado com Diandra Luker. Jeanne, segundo o relato dele, não queria se envolver com um homem casado. Douglas afirma que explicou a ela que ele e Diandra já estavam formalmente separados, vivendo vidas distintas e se relacionando com outras pessoas.
O romance durou até o fim da produção. Depois, cada um seguiu sua vida e Michael conta que teve pouco contato com Jeanne. Para colocar a história no livro, ele voltou a procurá-la e pediu autorização para revelar o caso. Segundo Douglas, ela concordou. Ao menos a fofoca de 1992 chegou a 2026 com consentimento e revisão dos envolvidos. Jornalista agradece.
E eu estou ansiosíssima para ler esse livro. Porque se Michael Douglas guardou uma dessas logo na história de Instinto Selvagem, quero saber o tamanho do armário que esse homem resolveu abrir nas outras páginas.
Continuo meu caminho para Fátima e ainda vou passar pelo Mosteiro da Batalha. Apropriado. Porque Sharon Stone passou 34 anos levando a fama de possível romance enquanto Jeanne estava escondida no roteiro real. Michael, meu filho, da próxima vez não espere três décadas. Eu tenho coluna para fechar.