Recebi essa ligação de vídeo terminando a drenagem, na Barra da Tijuca, e não resisti: o mercado de imóveis de alto padrão no litoral paulista virou puro reality de milionário entediado. A MBRAS, imobiliária especializada em imóvel de gente rica, divulgou um raio-x de propriedades que provam que casa de férias comum morreu, e quem sobreviveu foi o conceito de resort particular.
No time dos apartamentos, o Guarujá aparece com uma unidade de 224 m² na Enseada por R$ 2,4 milhões, frente ao mar e dentro de condomínio com restaurante próprio, tipo clube fechado que só falta pedir referência de padrinho. Já em Riviera de São Lourenço, tem apartamento de 132 m² por R$ 4,5 milhões, com varanda gourmet e acesso a quadra de tênis, porque aparentemente descansar sem quadra de tênis por perto virou coisa de plebeu.

Para quem quer subir o nível da treta arquitetônica, tem cobertura duplex de 380 m² no Guarujá por R$ 1,69 milhão com piscina privativa no andar de cima, casa de 480 m² dentro do Condomínio Iporanga, cercada de Mata Atlântica, por R$ 6,5 milhões, e a queridinha da lista: residência de 458 m² no Jequiti Residences, por R$ 6,9 milhões, com elevador panorâmico, adega, spa e academia dentro de casa. Isso não é imóvel, é sede de conglomerado de bem-estar.
O recado por trás dos números é claro: o comprador de luxo não quer mais só vista pro mar, quer experiência completa, privacidade e serviço de hotel cinco estrelas sem sair de casa. Faria Lima que trabalhe, porque o novo troféu de status agora é ter área gourmet maior que apartamento de gente normal.