Eu tava em casa, ainda de robe, esmalte molhando, quando minha amiga Fernanda, reumatologista e fofoqueira de primeiríssima qualidade, me ligou gritando de orgulho: a Dra. Licia Mota ia receber hoje à noite o maior prêmio de reumatologia das Américas. Soprei as unhas e liguei o modo coluna.
O prêmio “Ao Espírito Panamericano”, concedido pela PANLAR, vai para a professora e pesquisadora da Universidade de Brasília, Licia Mota, na cerimônia de abertura do 28º Congresso PANLAR 2026, hoje, 27 de abril, na Cidade do Panamá, diante de mais de dois mil especialistas do continente. A distinção reconhece quem contribui de forma decisiva para a coesão e o crescimento da reumatologia panamericana.


A trajetória de Licia Mota fala por si. Doutora e diretora científica da Sociedade Brasileira de Reumatologia, ela acumulou o Prêmio William Habib Chahade em 2024, o PANLAR International Innovation Award em 2025 e o Prêmio JK do Correio Braziliense também em 2025. Em 2026, entrou para o Conselho Consultivo Editorial da Nature Reviews Rheumatology, a publicação com o maior fator de impacto mundial na especialidade. Currículo que dói nos olhos, de inveja boa.
A homenagem chega num momento de projeção internacional crescente para a reumatologia brasileira, e o nome de Licia carrega o peso dessa representação. Ela fez questão de dividir o prêmio com colegas, parceiros e a SBR, lembrando que a construção foi coletiva. Discurso bonito e verdadeiro, mas a placa vai para o nome dela na frente de dois mil especialistas das Américas.
Médica, professora, pesquisadora, diretora científica e agora com a maior honraria da reumatologia continental. Licia Mota é a prova de que tem brasileiro que vai ao Panamá para buscar troféu merecido, e não para explicar escândalo. Que venha o próximo.