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Kátia Flávia
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MC Daniel é enquadrado no Japão após cantar e dançar dentro de templo

Funkeiro foi advertido por policial durante visita a espaço religioso, pediu desculpas e depois ironizou o episódio em uma rima

Kátia Flávia

09/09/2026 14h45

MC Daniel foi advertido por policial após dançar em um templo

MC Daniel foi advertido por policial após dançar em um templo

MC Daniel foi abordado por um policial no Japão após cantar e dançar com amigos dentro de um templo religioso. O episódio aconteceu durante uma viagem do cantor em 2025, mas ganhou força nas redes sociais nesta semana depois que as imagens voltaram a circular.

Eu estava na Cobal do Humaitá, esperando o queijo minas ser fatiado, quando assisti ao vídeo. E precisei de alguns segundos para entender que aquele não era um ensaio de clipe, nem uma área de festival: era um templo. Templo, minhas filhas.

Nas imagens, o funkeiro aparece cantando e dançando no local até ser advertido pela autoridade japonesa. Ele interrompe a movimentação, pede desculpas ao policial e parece encerrar a cena. Até aí, seria uma bronca constrangedora e uma lição de viagem.

Só que MC Daniel resolveu rimar sobre o caso depois da abordagem. “Os polícia me enquadrando já não é novidade, o procedimento nós sabe. Como de costume, ele se irrita quando vê o faveladão na nave”, cantou.

Eu segurei a sacola de flores e pensei que existe uma diferença colossal entre sofrer preconceito e ser chamado à atenção por fazer barulho em um espaço religioso. Uma coisa não anula a outra, mas transformar uma advertência por comportamento em provocação de rapper não ajuda ninguém.

A repercussão foi pesada. Internautas criticaram o cantor e seus acompanhantes por desrespeitarem normas culturais do país que visitavam. Outros destacaram que turista não ganha licença especial para ignorar regras de um local sagrado só porque está com a câmera ligada.

MC Daniel esteve no Japão para uma turnê de shows no fim de 2025. O vídeo, porém, reapareceu agora e abriu uma discussão que vai muito além do funkeiro: viajar é descobrir outras culturas, não chegar fazendo do cartão-postal o próprio quintal.

Eu saí da Cobal com hortelã, queijo minas e flores, mas com uma regra internacional muito clara na cabeça: em templo se entra com respeito. Rima improvisada, dança e performance ficam para depois, de preferência bem longe do altar.

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