Uma madrugada digna de capítulo proibido de novela, com portão no chão, acusação grave, versão contra versão e a polícia anotando tudo.
Brasil, senta que a Kátia já chegou suando laquê. Eu acabei de ficar sabendo deste babado batendo na minha timeline como panela em porta de vizinha curiosa. MC Borges jogou no mundo a acusação de que Poze do Rodo teria liderado um grupo que invadiu sua casa em Vargem Grande, na Zona Oeste do Rio, com direito a agressão física nele e na mulher. Madrugada, confusão, gente entrando sem ser convidada, portão arrombado. Se isso fosse novela das nove, o público já estaria pedindo reprise do capítulo.
Segundo o que foi registrado na delegacia, a namorada de Borges contou que estava na casa quando várias pessoas chegaram quebrando tudo, portão no chão, clima de terror doméstico versão funk proibidão. Ela afirma que Poze estava à frente do grupo e que o casal acabou agredido. Resultado da cena? Polícia investigando como lesão corporal e recolhendo objetos que ninguém guarda como souvenir, uma ripa de madeira e um tijolo. Meu amor, isso não é decoração industrial, isso é BO.
Nas redes, Borges apareceu com o rosto machucado, contou que levou chute durante a confusão e disse que a turma entrou enquanto ele estava com a namorada e outras mulheres. A internet fez o que sabe fazer, pegou a pipoca, abriu o Twitter, ativou o modo CSI de condomínio e começou a montar teoria como se estivesse em fórum de série criminal.
Do outro lado do ringue emocional, Poze se manifestou dizendo que o episódio foi um “caô de homem pra homem”, envolvendo Borges e um primo dele, o Léo. Negou agressão, negou confusão e ainda disse que vai pagar o portão quebrado. O portão virou personagem secundário dessa trama, injustiçado, silencioso, mas agora com promessa de indenização. Justiça poética de serralheria.
Detalhe que deixou a fofoca ainda mais temperada, Poze e Borges pertencem à mesma gravadora, a Mainstreet. Sim, meus amores, a mesma casa, o mesmo teto corporativo, o mesmo café da máquina. A gravadora inclusive lançou, no mesmo dia, o novo álbum do Borges, “O Sol Também Chora”. Chora mesmo, viu, porque o clima ali deve estar igual reunião de condomínio depois de festa com som alto.
A polícia informou que todos os envolvidos serão intimados para prestar depoimento. O g1 tentou ouvir a defesa de Poze antes da publicação e não teve resposta naquele momento. Depois, Poze voltou às redes para reafirmar que não participou de agressão alguma.
E como toda novela que se preze, tem flashback. Poze já teve outras passagens pela polícia, foi investigado, chegou a ser preso em 2025 por apologia e suspeita de ligação com tráfico, virou réu em processo por agressão e tortura contra ex-empresário, com pedido de prisão negado pela Justiça. Ele responde em liberdade. Isso tudo aparece no roteiro como aquele resumo rápido que a emissora solta pra lembrar quem é quem.
Agora me diz, Brasil, como é que a gente dorme com um roteiro desses rodando solto na madrugada carioca? Gravadora em comum, acusações pesadas, versões que se batem, polícia no meio e internet em modo detetive. Eu, Kátia Flávia, já separei o gloss mais dramático, porque esse barraco ainda promete novos capítulos.