O Maroon 5 confirmou três shows extras no Brasil em setembro, além da apresentação já marcada no Rock in Rio 2026. A banda liderada por Adam Levine passará por São José do Rio Preto, São Paulo e Salvador antes de subir ao palco do festival no Rio de Janeiro.
Eu finalmente tinha montado o prato no Cosme Velho, com a comida quente, a mesa quase civilizada e aquele otimismo raro de quem acha que vai conseguir almoçar sem o celular explodir. Dei a primeira garfada com respeito, como uma mulher que venceu a própria cozinha, quando chegou a notícia: Maroon 5 vai fazer mais três shows no Brasil. Larguei o talher com tristeza e alegria ao mesmo tempo. Tristeza porque meu almoço esfriou. Alegria porque Adam Levine em território nacional é sempre uma perturbação organizada.

A banda norte-americana se apresenta no dia 6 de setembro em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. Depois, segue para a capital paulista no dia 8 de setembro e encerra a sequência de shows extras em Salvador, no dia 10. No dia 12, o grupo se apresenta no Rock in Rio 2026.
A pré-venda exclusiva para clientes Santander acontece nos dias 29 e 30 de maio. A venda geral começa em 1º de junho pela Ticketmaster Brasil. E eu já imagino a cena: fã com cartão na mão, Wi-Fi rezando, aba aberta, senha na fila virtual e a pressão arterial fazendo backing vocal de “She Will Be Loved”.
O Maroon 5 é um daqueles casos raros de banda que atravessou gerações sem sair do karaokê emocional do planeta. Tem “This Love”, “She Will Be Loved”, “Sugar”, “Moves Like Jagger”, “Payphone”, “Animals”, “Girls Like You” e “Memories”. É hit para término, casamento, festa, academia, estrada, shopping, rádio de táxi e aquele momento em que a pessoa promete que superou, mas canta olhando para o teto.
A relação do grupo com o Brasil também não é de agora. Em passagens anteriores, a banda reuniu multidões em festivais e shows solo, sempre com o público brasileiro fazendo aquilo que sabe fazer melhor: transformar qualquer refrão em coro de estádio. Maroon 5 aqui não canta sozinho. O país inteiro entra de backing vocal sem ensaio.
A nova sequência de apresentações reforça o peso do Brasil na rota internacional do grupo. Além do festival carioca, os shows extras espalham a turnê por três praças fortes: interior paulista, São Paulo capital e Salvador. Não é pouca coisa. É praticamente uma mini temporada brasileira com Adam Levine fazendo escala sentimental em várias regiões.
Nas redes sociais, os fãs já começaram a se organizar para comprar ingressos, montar caravanas e decidir em qual cidade vão ver a banda. A expectativa é de alta procura, especialmente porque o Maroon 5 costuma arrastar público fiel por onde passa.

Eu olhei para o meu prato, agora morno, e aceitei que almoço quente é uma ficção inventada por gente sem agenda. Maroon 5 anunciou três shows extras, o Rock in Rio ganhou companhia e Adam Levine mal pisou no Brasil de novo, mas já bagunçou setembro, cartão de crédito e grupo de WhatsApp. A comida esfriou, mas “Sugar” voltou a tocar na minha cabeça. Vida de colunista é isso: você tenta comer em paz e termina calculando ingresso antes da sobremesa.