Meu povo, eu tive que sentar para processar porque a família Gimenez entrou no noticiário policial daquele jeito que ninguém quer ver estampado na tela logo cedo. Segundo informações publicadas pela Coluna do Sodré, no Correio Braziliense, Marco Antônio Gimenez, irmão de Luciana Gimenez, foi detido neste sábado, 14, e levado para a 10ª Delegacia de Polícia, na Zona Sul do Rio de Janeiro, após uma suposta agressão envolvendo a própria mãe, a atriz Vera Gimenez. Eu estava lendo e já com aquela sensação de que o roteiro virou pesado demais até para quem vive de acompanhar celebridade em modo novela. O caso, segundo a publicação, teria começado dentro do apartamento onde mãe e filho moram e a confusão teria sido motivada por um pet da família. Sim, meu amor, começou com pet e terminou com polícia no local. Que fase.
De acordo com o relato publicado, o tumulto chamou a atenção de vizinhos do condomínio, que acionaram os agentes. Ao chegar ao endereço, a polícia conduziu o ator à delegacia para prestar esclarecimentos. Até aí já é uma cena daquelas que fazem qualquer prédio inteiro largar o café e virar central de apuração de corredor. E eu falo isso porque basta uma viatura na porta e pronto, o elevador social vira grupo de mensagens ao vivo. A coluna ainda informou que, em diligência na delegacia, encontrou Marco Antônio aparentemente alterado, ao lado do advogado Silvio Guerra. O nome da Luciana no meio disso tudo, claro, puxa ainda mais atenção para um caso que já era delicado por si só, porque família famosa nunca vive crise em silêncio. Vive sob holofote, com zoom e legenda.
Só que a história não parou no impacto inicial, e é aí que entra o detalhe que muda o tom da conversa. Em fala reproduzida pela coluna, o advogado Silvio Guerra confirmou que houve um desentendimento entre mãe e filho e que Marco Antônio foi conduzido para esclarecimentos, mas negou que tenha havido agressão. Segundo ele, o ator teria chegado em casa pela manhã alcoolizado, o que provocou a discussão familiar e teria causado danos a alguns pertences dentro do imóvel. Ou seja, o enredo ficou ainda mais espinhoso, porque uma coisa é a notícia da condução, outra é a disputa de versões que começa na sequência. Eu sempre digo, meu bem, quando advogado entra em cena negando parte central do caso, a história sai do susto inicial e entra naquele território pantanoso em que cada palavra pesa uma tonelada.
A própria reportagem do Correio ainda apontou que fontes ouvidas pela coluna avaliam que o episódio pode ser mais delicado do que uma simples discussão doméstica, embora os detalhes ainda estivessem sendo apurados no momento da publicação. E é aqui que eu respiro fundo, porque notícia assim exige sangue frio. Não dá para sair distribuindo sentença de sofá, mas também não dá para fingir que nada aconteceu quando há polícia, delegacia, família conhecida e uma mãe no centro da história. Vera Gimenez é um nome respeitado da dramaturgia, Luciana é uma figura pública com exposição permanente, e Marco Antônio acaba empurrado para uma vitrine brutal no momento mais errado possível. Se tem uma coisa que o mundo das celebridades prova todo santo dia é que bastidor familiar, quando vaza, vira espetáculo antes mesmo de virar esclarecimento. Cafonice humana em estado bruto.
Eu só sei que essa é daquelas histórias que ninguém queria ver na roda dos famosos e que ainda promete desdobramento, porque caso com versões em disputa raramente morre no primeiro boletim. De um lado, há o registro de uma condução após uma suposta agressão. Do outro, a defesa sustenta que houve discussão, danos materiais e nenhuma agressão. Meu povo, guardem a emoção e guardem também a cautela, porque esse tipo de enredo começa com choque, cresce com versão cruzada e termina, muitas vezes, com mais pergunta do que resposta. E eu já aviso, isso não vai acabar aqui.