Estava aqui no Cosme Velho quando uma fonte me ligou com aquele tom de quem não pede licença para entrar na conversa. O assunto era Márcio Garcia, e a história, que já tem algum tempo de bastidor, merecia finalmente sair do grupo de WhatsApp e ganhar coluna.
A apuração é a seguinte: Márcio, fora da programação fixa, bateu em duas portas. No SBT, as filhas de Silvio Santos chegaram a discutir o retorno, mas a conversa não avançou. O motivo foi ruído antigo de bastidor. Em televisão, minha filha, memória corporativa não prescreve e não negocia.

A Record é onde o capítulo fica mais caro de engolir. A negociação avançou a ponto de o programa já ter patrocinador confirmado para bancar a atração. Tinha projeto, tinha dinheiro esperando, faltou o contrato. Mudanças internas esfriaram tudo antes de qualquer assinatura, e Márcio saiu com o patrocinador na mão e o projeto na gaveta.

À parte disso, a Casa Joá, sua mansão no Rio com 6 mil metros quadrados, jardim de Burle Marx, boate, tirolesa e estrutura para heliponto, está à venda por R$ 250 milhões. Isso não tem relação com as negociações de TV, a mansão já está no mercado há algum tempo, mas ajuda a compor o retrato de um nome que movimenta o mercado em todas as frentes ao mesmo tempo.

Márcio Garcia é daquele grupo que o mercado não consegue esquecer nem contratar simultaneamente. SBT disse não por causa do passado, Record disse quase e deixou o patrocinador esperando, Globo ouviu projeto e não respondeu. A coluna registra e aguarda o próximo capítulo, que com esse histórico não costuma demorar.