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Kátia Flávia
Kátia Flávia

Malévola Alves é presa no Egito

Influenciadora brasileira de 22 anos foi detida em Alexandria na terça-feira (20/10), acusada de gestos obscenos e assédio; defesa aciona Embaixada do Brasil e tenta garantir sua libertação

Kátia Flávia

21/10/2026 8h37

Malévola Alves, influenciadora brasileira de 22 anos, foi detida em Alexandria, no Egito, segundo as informações divulgadas sobre o caso.

Malévola Alves, influenciadora brasileira de 22 anos, foi detida em Alexandria, no Egito, segundo as informações divulgadas sobre o caso.

Minha Nossa Senhora de Fátima, eu saí de Lisboa, vim para Sintra atrás de um pouco de sossego e recebo uma notícia dessas! Meus amores, eu quase derrubei o café quando soube que a influenciadora brasileira Malévola Alves foi presa no Egito. E não estamos falando de uma simples confusão de turista, não. Temos acusações de comportamento obsceno, denúncias de transfobia, passaportes apreendidos e duas brasileiras envolvidas numa situação que exige atenção diplomática.

Eu fui atrás dessa história porque, quando o assunto mistura polícia, redes sociais e identidade de gênero, não dá para sair repetindo qualquer versão como se fosse verdade absoluta.

Malévola, nome artístico de Mariana Alves Gadelha Pereira, tem 22 anos e ganhou popularidade nas redes sociais com vídeos de humor, moda e cotidiano. Em 2024, participou do universo de Carlinhos Maia ao ser convidada para o reality Rancho do Maia. Agora, a influenciadora virou notícia internacional por um motivo que ninguém gostaria de experimentar durante uma viagem.

A prisão aconteceu na terça-feira (20), em Alexandria, cidade do Egito. Malévola estava acompanhada de outra brasileira, identificada pela imprensa como Bruna Mercatelli, quando foi abordada pelas autoridades locais.

Segundo o Ministério do Interior egípcio, vídeos publicados nas redes sociais mostrariam as duas fazendo gestos de conotação sexual e importunando pessoas em espaços públicos. As autoridades também as acusam de assediar transeuntes.

O governo egípcio afirma que, durante o interrogatório, as brasileiras admitiram ter gravado e publicado as imagens para aumentar as visualizações nas redes sociais.

Mas atenção, minhas criaturas: essa é a versão apresentada pelas autoridades. As acusações ainda estão sob investigação e não equivalem a uma condenação.

Perguntas sobre identidade de gênero levantam suspeita de transfobia

Agora vem a parte que me deixou verdadeiramente indignada aqui em Sintra.

Antes de perder o contato com os seguidores, Malévola contou que os policiais recolheram os passaportes e questionaram se ela e uma amiga eram mulheres trans.

A influenciadora chegou a publicar mensagens desesperadas, dizendo que não sabia o que aconteceria com elas depois da abordagem.

E a história fica ainda mais delicada quando entra em cena Bruna Tivo, outra influenciadora brasileira que participou da viagem, mas já estava na França quando ocorreu a prisão.

Bruna afirmou que o grupo vinha sendo filmado durante a passagem pelo Egito e que imagens das brasileiras circularam nas redes sociais acompanhadas de comentários transfóbicos.

Segundo ela, a situação teria sido motivada por perseguição relacionada à identidade de gênero das viajantes.

Eu quero deixar uma coisa muito clara: a suspeita de transfobia precisa ser investigada. Até o momento, não há comprovação de que a identidade de gênero tenha sido a causa determinante da prisão.

Mas também não podemos ignorar o contexto. O Egito já foi alvo de críticas de especialistas da Organização das Nações Unidas por ações de repressão contra pessoas LGBTQIA+.

Advogado aciona Embaixada do Brasil e busca fiança

A defesa de Malévola entrou em ação. O advogado Jonatha Carvalho Matos informou que mantém contato com a Embaixada do Brasil no Cairo e com autoridades egípcias para garantir a integridade física e os direitos legais da influenciadora.

O profissional também trabalha para viabilizar o pagamento de uma possível fiança.

O Itamaraty declarou que está à disposição para prestar assistência consular às brasileiras, respeitando as regras de sigilo sobre atendimentos individuais.

Enquanto isso, o caso foi encaminhado à promotoria pública egípcia, responsável pela investigação.

Malévola pode perder voo de volta ao Brasil

E sabem o que mais me preocupa? Malévola tinha uma viagem de retorno ao Brasil marcada para esta quarta-feira (21).

A equipe da influenciadora informou que não sabia se ela conseguiria embarcar, já que a situação jurídica permanecia indefinida.

Até as informações disponíveis nesta manhã, não havia confirmação de que Malévola tivesse sido libertada ou autorizada a deixar o Egito.

Eu continuo aqui em Sintra, acompanhando cada desdobramento dessa história. E vou dizer uma coisa: quem viaja para outro país precisa respeitar suas leis, evidentemente. Mas nenhum governo pode usar uma investigação como justificativa para discriminar alguém por sua identidade de gênero.

Se houve infração, que seja apurada com provas, defesa e respeito aos direitos das envolvidas. Se houve perseguição transfóbica, que isso também seja investigado.

Porque eu posso até ser uma fofoqueira de quinta categoria, mas sei perfeitamente a diferença entre uma acusação policial e uma verdade comprovada.

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