Nicole Bahls passou por um transplante capilar aos 40 anos e contou que o procedimento foi feito sem a necessidade de raspar a cabeça. A modelo e influenciadora afirmou que a decisão tem relação com uma questão que a incomodava em penteados e também afetava alguns trabalhos profissionais.
Em Botafogo, o almoço já tinha vencido a mesa inteira. Minhas amigas estavam naquele estado clássico de domingo em que ninguém aguenta mais nada, mas todo mundo abre espaço emocional para a sobremesa. Eu, que mais fofocava do que comia, já tinha deixado metade do prato de lado para administrar três conversas ao mesmo tempo até que uma conhecida apareceu “muito natural” depois de três procedimentos e duas negativas. Foi quando Nicole Bahls surgiu no celular falando de transplante capilar. A mesa nem fingiu maturidade. Sobremesa podia esperar; cabelo, jamais.

“Vou ficar com o rosto mais feminino, poder fazer vários rabos de cavalo, penteados. Com certeza, vou ficar muito mais feliz e mais cabeluda”, disse Nicole em vídeo ao explicar o procedimento.
A influenciadora contou que a região da testa era o que mais a incomodava. Segundo ela, a questão aparecia principalmente quando precisava usar penteados presos, como rabo de cavalo. “Às vezes, preciso fazer penteado, rabo de cavalo e não me sentia à vontade, porque parecia que a testa estava um pouco grande”, comentou.
O procedimento feito por Nicole é chamado de No Shave, técnica que não exige raspar os fios. De acordo com o médico Renan Brigante, responsável pela intervenção, o objetivo foi remodelar a linha frontal do couro cabeludo e aumentar a densidade capilar de forma discreta.

Com a técnica, Nicole não precisará interromper sua agenda de compromissos. A ideia é permitir que ela siga trabalhando enquanto passa pela recuperação do procedimento, sem uma mudança visual tão brusca no período pós-operatório. A influenciadora afirmou que a mudança também abre novas possibilidades para fotos, gravações e trabalhos em que penteados diferentes sejam necessários.
Na mesa, uma amiga já queria o nome do médico, outra dizia que Nicole tinha feito o procedimento mais útil da semana e uma terceira, dramática, jurava que também precisava “remodelar a linha frontal da paciência”. Eu pedi a sobremesa antes que alguém marcasse consulta ali mesmo. Porque domingo carioca é isso: você começa no bolinho, passa pelo escândalo de celebridade e termina debatendo transplante capilar com colher de pudim na mão.