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Kátia Flávia
Kátia Flávia

Maicon Galiotto assume o Consevitis-RS e promete guerra pelo vinho brasileiro

O empresário gaúcho de 43 anos, filho de vitivinicultores e com 26 safras na bagagem, toma posse da presidência do Consevitis-RS justamente numa das melhores safras dos últimos anos. E a Cátia, que estava aqui em Santa Teresa com uma taça na mão quando a notícia chegou, sentiu que essa posse tem cheiro de coisa séria.

Kátia Flávia

29/05/2026 17h22

Maicon Galiotto assume o comando do Consevitis-RS em um momento histórico para a vitivinicultura gaúcha e promete fortalecer o vinho brasileiro dentro e fora do país.

Maicon Galiotto assume o comando do Consevitis-RS em um momento histórico para a vitivinicultura gaúcha e promete fortalecer o vinho brasileiro dentro e fora do país.

Olha, eu estava num terraço aqui em Santa Teresa, com uma taça de vinho do sul na mão e umas amigas igualmente bem informadas ao redor, quando o celular vibrou com o release do Consevitis-RS. Poderia ter ignorado. Mas o nome Galiotto me puxou pela orelha, porque qualquer um que circula nos ambientes certos do agronegócio brasileiro sabe que a Vinícola Galiotto, lá em Flores da Cunha, é referência de verdade na serra gaúcha.

Maicon Galiotto, 43 anos, assumiu oficialmente na segunda-feira a presidência do Consevitis-RS para a gestão 2026-2028, representando a Associação Gaúcha de Vinicultores. Ele chega ao comando do instituto num momento em que a safra 2025/2026 registrou crescimento de 15% a 20% em relação ao ciclo anterior, com qualidade apontada como excepcional. Boa hora para assumir, reconheço.

O currículo do novo presidente é daqueles que a Cátia respeita: formação em Agronomia com estágio na Embrapa Uva e Vinho, graduação em Administração, e trajetória que começa no cultivo da uva e passa pelo engarrafamento e logística. Luciano Rebellatto, que comandou o Consevitis-RS nas duas últimas gestões, migra para a vice-presidência representando os produtores rurais, numa transição que o próprio setor descreve como continuidade articulada.

A agenda que Galiotto apresenta tem dois adversários claros: o baixo consumo per capita de vinho no Brasil, que o setor quer reverter com ações junto ao público jovem, e a pressão crescente dos importados, que ganham espaço enquanto o produto nacional ainda luta por valorização. A fala do novo presidente é direta: quer competitividade tanto no mercado interno quanto no internacional.

Aqui de Santa Teresa, finalizando minha segunda taça de um Merlot gaúcho que não me envergonha em nada, eu torço para que Galiotto entregue o que promete. O vinho brasileiro tem qualidade, tem história e tem terroir. O que ainda falta é o Brasil acreditar nisso antes do mundo inteiro chegar primeiro.

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