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Kátia Flávia
Kátia Flávia

Lula encerra a radioterapia e retoma a rotina sem perder o ritmo da agenda

O presidente fez a derradeira sessão da radioterapia preventiva no Sírio-Libanês de Brasília e fechou o ciclo aberto lá em abril. E tudo isso sem largar o expediente um dia sequer.

Kátia Flávia

11/06/2026 13h30

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O presidente Lula concluiu as sessões de radioterapia preventiva no couro cabeludo.

Eu tava em casa, espremida no sofá com as amigas, taça na mão, todo mundo de olho na televisão esperando a abertura da Copa do Mundo, quando o assunto da roda escorregou pro que rolava em todas as colunas do dia: a última radioterapia do Lula. Abaixei o volume na hora. Porque, convenhamos, presidente fechando tratamento de câncer no mesmo dia em que o mundo inteiro liga a televisão pra abertura da Copa é o tipo de coincidência que só a vida real escreve.

Vamos aos fatos, que é o que interessa. Lá em abril, em São Paulo, ele retirou na cirurgia um carcinoma basocelular do couro cabeludo. Em seguida veio a parte preventiva: radioterapia no Hospital Sírio-Libanês de Brasília, quinze sessões distribuídas por três semanas, de uns dois minutos cada. E o detalhe que me deixou de queixo caído foi ele ter atravessado tudo isso despachando normalmente, agenda cheia, sem internação e sem soltar o batom.

Pra quem não é da área e ficou aflito, respira. O carcinoma basocelular é o câncer de pele mais comum que existe, costuma crescer devagar, raramente se espalha e tem índice altíssimo de cura quando pego cedo. A radioterapia complementar entra justamente nesses casos em que a localização complica uma retirada mais larga, como no couro cabeludo, pra garantir que nada fique pra trás. Tratamento de zelo, não de desespero.

Agora a parte que eu acho deliciosa de observar de longe. Enquanto o homem fechava o ciclo médico em Brasília, o calendário dele virava abertura de Copa do Mundo na agenda. A vida não pede licença pra continuar, e ali estava a prova: tratamento encerrado de um lado, bola rolando do outro, e o sujeito atravessando os dois capítulos no mesmo fôlego.

Encerrado o ciclo, e que ele siga firme nessa toada de quem trata a saúde com seriedade sem fazer disso espetáculo. Eu, daqui do sofá com as meninas, fico só na torcida discreta, do jeitinho que as colunistas que gostam de gente sabem fazer.

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