Eu estava a caminho da nossa casa nova, na Beloura, em Sintra, quando resolvi abrir a coluna daquele gato maravilhoso do Túlio Amâncio, do SBT News. Gente. A mudança nem terminou e o Brasil já resolveu mandar uma caixa de papelão cheia de eleição para Portugal.
Está confirmado: Luiz Inácio Lula da Silva decidiu não participar do debate presidencial da Globo na quinta-feira, 1º de outubro, o último antes do primeiro turno, marcado para domingo, dia 4. A decisão encerra uma novela que vinha se arrastando na campanha petista sobre a presença do presidente no confronto.

A Globo havia convidado Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Augusto Cury. O critério adotado leva em conta a representação parlamentar dos partidos eleita em 2022. A emissora estabeleceu ainda a possibilidade de convocar outro presidenciável caso um dos convidados não participe.
E é aqui que o negócio fica interessante. Renan Santos, do Missão, ficou fora da lista original, mas aparece como nome possível para ocupar uma vaga aberta. A campanha dele já vinha acompanhando essa possibilidade e chegou a avaliar uma ação judicial caso Lula não comparecesse e Renan não fosse chamado.
A ausência também não significa que Lula desaparecerá do programa. Pelas regras divulgadas para o debate, um candidato que faltar poderá ser mencionado durante as rodadas, e a cadeira reservada ao ausente poderá permanecer vazia. Ou seja: faltar ao estúdio não necessariamente tira o nome da conversa.

Flávio Bolsonaro, por sua vez, já confirmou presença, segundo a apuração publicada nesta segunda-feira pelo SBT News.
E eu chegando à Beloura com mala, mudança e chave de casa nova, pensando numa coisa: na reta final de uma eleição, cadeira vazia também dá audiência. E, às vezes, faz mais barulho do que quem está sentado nela.