Eu tinha acabado de chegar na academia do Leblon, 21 graus, céu nublado, suco de pera ainda pela metade, quando as amigas do Cosme Velho me ligaram em chamada de vídeo, todas passadas. Larguei o copo no banco do supino. Gente, que baixaria. E eu, fofoqueira de quinta categoria com diploma de jornalista, confesso que estou amando essa confusão do começo ao fim.
A briga começou cedo na terça. Silvia Abravanel, de 55 anos, viu os vídeos de Virginia, de 27, numa casa noturna em Miami, postados pela página @dailygarotinho: roupa curta, cédulas de dólar presas na cintura e a loira se abanando com um leque de notas. A apresentadora escreveu que Virginia “não preserva nem as filhas” e que Poliana Rocha, avó paterna das três crianças, deveria pedir a guarda. Ainda sobrou para Margareth Serrão, mãe da influenciadora, colocada por Silvia na “mesma linhagem”. Num segundo comentário, disse que Virginia juntou seguidores de máscara e agora está arrancando a máscara.

Aí veio a reviravolta. Usuários do Instagram foram fuçar e acharam várias curtidas do perfil da dupla Gustavo Moura e Rafael, formada pelo marido e pelo cunhado de Silvia, justamente nas fotos de Virginia. A página @dramafeminino jogou a lenha: “Aqui tá o motivo da raiva da Silvia“. Lucas Guedez, de 31 anos, entrou nos comentários e soltou o “É de família ser corna”, com emoji de risada e tudo.
Agora presta atenção no “de família”. A frase foi lida como referência aos rumores envolvendo Patrícia Abravanel. A imprensa noticiou nas últimas semanas que Fábio Faria, marido dela, tinha trocas frequentes com Daniel Vorcaro e possivelmente frequentava as tais festinhas do antigo banqueiro. Fábio, que foi ministro, negou ter participado de festas com mulheres, e Patrícia não comentou nada. Ou seja, Lucas pegou um rumor que ninguém confirmou e jogou no colo de uma mulher que nem estava na briga.
E aqui eu paro a esteira para ponderar. Lucas é o segura bolsa oficial da Virginia, tem mais é que defender a amiga, ninguém está cobrando neutralidade dele. Mas Patrícia e o SBT sempre receberam esse menino de braços abertos, e morder a mão de quem te tratou bem pega mal em qualquer camarim do Brasil. Dava para defender a amiga sem arrastar a família inteira para a lama.

Só que a Silvinha também precisa se situar. Virou arauto da vida alheia, dá palpite em tudo, a toda hora, e compra briga como quem compra pão. Tem programa para cuidar e uma emissora da família inteirinha para zelar. Resultado da terça: uma noitada em Miami virou caso de guarda, uma curtida virou prova de ciúme e um boato virou munição. E eu aqui no Leblon, de garrafinha na mão, esperando o próximo capítulo.