Luana Piovani se envolveu em uma discussão com uma vizinha em Cascais, Portugal, depois de ver um pastor alemão andando sem coleira na rua. A atriz gravou a abordagem e afirmou que a situação era “absurda”, dizendo que também tem uma cachorra e se sente insegura com o animal solto.
Eu já estava na esteira, nos primeiros minutos de caminhada, quando uma amiga mandou o vídeo no grupo. Parei de olhar para o painel e pensei: numa manhã chuvosa dessas, Luana foi reclamar de cachorro sem guia e acabou virando pauta de televisão em outro país. A mulher não vive, ela entrega temporada.

No registro, a dona do pastor alemão respondeu que o cão não fazia mal a ninguém. Luana rebateu: “Mas quem diz isso é você”, antes de insistir que a vizinha estava errada. A atriz também usou a expressão “puro suco de estupidez portuguesa” ao comentar o episódio nas redes.
Aí a história atravessou a fronteira da rua e foi parar no programa Passadeira Vermelha, do canal SIC Caras. Por lá, comentaristas criticaram Luana por generalizar os portugueses e um deles disparou: “Não sei o que ela está aqui a fazer”. Outro sugeriu que, se ela estivesse insatisfeita, deveria voltar ao Brasil.
Eu aumentei a velocidade da esteira só para não responder no grupo o que estava pensando. Uma coisa é discutir a escolha das palavras de Luana. Outra, bem diferente, é transformar uma briga de vizinhança em convite para brasileira sair de Portugal. Aí a fofoca perdeu a coleira.

A repercussão dividiu opiniões: houve quem concordasse que Luana exagerou na frase sobre os portugueses, mas também quem apontasse xenofobia nos comentários feitos no programa. No fim, uma caminhada com cachorro sem guia virou discussão sobre segurança, generalização e o tratamento dado a imigrantes brasileiros em Portugal.
Eu terminei o aquecimento, peguei a garrafa d’água e fui para os aparelhos. Porque o treino mal tinha começado, mas a pauta já tinha feito mais voltas que o pastor alemão de Cascais.