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Kátia Flávia
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Longe da Globo, eterno Cabeção de “Malhação” pede trabalho nas redes: “Meu ganha pão”

Longe da TV e sem contrato com emissoras, Sergio Hondjakoff passou a vender vídeos personalizados e publicidades nas redes sociais, recebendo apoio de fãs nostálgicos

Kátia Flávia

23/06/2026 15h15

Sergio Hondjakoff, o eterno Cabeção de Malhação, divulgou serviço de vídeos personalizados nas redes sociais

Sergio Hondjakoff, o eterno Cabeção de Malhação, divulgou serviço de vídeos personalizados nas redes sociais

Sergio Hondjakoff, eternizado como o Cabeção de Malhação, voltou às redes sociais para divulgar seu novo trabalho. Longe da televisão e sem contrato com emissoras, o ator contou que está vendendo vídeos personalizados, mensagens comemorativas e publicidades para marcas, pequenos negócios e fãs que ainda guardam carinho pelo personagem que marcou os anos 2000.

Eu ainda estava tentando organizar a tarde depois do susto no show de Amado Batista, separando uma pasta de documentos e fingindo que não tinha louça me chamando da cozinha, quando apareceu o Cabeção pedindo trabalho. Aí bateu aquele negócio estranho, sabe? Porque uma coisa é nostalgia de Malhação no TikTok. Outra é ver um rosto que marcou a adolescência de tanta gente explicando, com todas as letras, que aquilo virou o ganha-pão dele.

Na publicação, Sergio foi direto e transparente. “Estou disponível e apto para entregar vídeos personalizados e publicidades em geral. Você me aciona aqui e manda o texto que eu faço com toda a energia e carisma nostálgicas dos anos 2000. Estou sem contrato com emissora e esse continua sendo o meu ganha pão”, escreveu.

No vídeo, o ator explicou que pode gravar mensagens para aniversários, casamentos, familiares, namorados, maridos, avós e também para divulgação de microempresas e pequenos negócios. “Vai ser um prazer fazer uma parceria com você de sucesso, um vídeo que você vai guardar com muita recordação e muito carinho”, disse.

A postagem mexeu com os fãs. Muitos lembraram a época em que Sergio estava no auge como Cabeção, personagem que estreou em Malhação no ano 2000 e ficou por seis temporadas, até 2005. Para uma geração inteira, ele foi sinônimo de humor adolescente, escola, recreio, camiseta larga e aquele tipo de carisma que a TV aberta sabia transformar em memória afetiva.

Nos comentários, internautas saíram em defesa do ator. Uma pessoa lembrou que ele sempre foi humilde nos bastidores e contou que o artista chegou a dar o número pessoal para um fã na época do Projac. Outra rebateu críticas ao valor cobrado pelos vídeos, dizendo que Sergio é um artista reconhecido pelo público 30+ e que entrega carisma e qualidade.

Nos últimos anos, Hondjakoff também enfrentou um período delicado por causa da dependência química e chegou a ser internado em uma clínica de reabilitação. Agora, ao divulgar o serviço nas redes, ele tenta abrir caminho para novas oportunidades enquanto não volta à televisão.

O Brasil adora gritar “eterno Cabeção” quando quer brincar de memória afetiva, mas memória afetiva também paga boleto quando vira contratação. Se todo mundo que comenta “lenda” fechasse um vídeo, talvez o apelo nem precisasse existir. Sergio está pedindo trabalho, não pena. E isso, no fundo, é muito mais digno do que fingir que a fama antiga ainda sustenta a vida sozinha.

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