Lauren Bennett, cantora que integrou o grupo G.R.L. e ficou conhecida mundialmente pela participação em “Party Rock Anthem”, hit do LMFAO lançado em 2011, morreu aos 37 anos. A notícia foi confirmada nesta segunda-feira (6) pela página oficial do G.R.L. no Instagram.
Eu ainda tinha algumas horas em Nova York antes do voo da noite e estava sentada no lobby do hotel, tentando transformar a tarde em algo minimamente produtivo, quando apareceu a notícia da morte de Lauren Bennett. Fechei a conversa que estava respondendo no WhatsApp e fiquei alguns segundos parada, porque “Party Rock Anthem” não era só música: era praticamente o alarme mundial de toda festa que acreditava em óculos colorido, coreografia torta e dignidade abandonada na pista.

No comunicado publicado pelas integrantes do G.R.L., o grupo lamentou a perda e afirmou que Lauren significava muito para todas. “Nossos corações estão partidos e não conseguimos sequer expressar o quanto ela significava para nós”, dizia um trecho da mensagem.
A nota também destacou o carinho pelas memórias deixadas pela cantora. “Para sempre guardaremos com carinho o amor, as risadas e as inúmeras memórias que ela nos deu. Seu lindo espírito tocou tantas vidas, e ela fará uma falta profunda e será eternamente amada”, publicou o grupo.
Lauren também fez parte do Paradiso Girls, formado em 2007, mas seu momento de maior projeção mundial veio com “Party Rock Anthem”, do LMFAO. A faixa virou fenômeno global em 2011, chegou ao topo da principal parada musical dos Estados Unidos e também explodiu no Brasil, onde marcou festas, rádios, programas de TV e qualquer ambiente que tivesse uma caixa de som funcionando.
E eu vou falar: quem viveu 2011 sabe. Bastava começar aquele “party rock is in the house tonight” para todo mundo achar que sabia dançar shuffle. Não sabia. Ninguém sabia. Mas a alegria coletiva era tão honesta que a gente perdoava o vexame.
Nas redes sociais, Lauren costumava compartilhar registros da filha, hoje com 6 anos. Segundo a CNN Brasil, ela não fazia novas publicações desde fevereiro. A causa da morte não foi informada.

A morte tão jovem da cantora pegou fãs de surpresa e trouxe de volta a lembrança de uma fase muito específica do pop: exagerada, dançante, colorida e completamente rendida aos refrões grudentos. Lauren talvez não tenha ocupado sozinha o centro do palco por tanto tempo quanto merecia, mas esteve em uma música que atravessou países, festas e memórias.
Às vezes, a cultura pop é isso: uma voz, um refrão, uma lembrança meio absurda de pista de dança, e de repente a notícia da morte faz todo mundo voltar para uma época em que o mundo parecia caber dentro de uma batida eletrônica.