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Kátia Flávia
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Kobbi Gallery lança Sobreviventes 4 com sete histórias do Holocaus

O quarto volume da série reúne relatos de judeus que sobreviveram ao genocídio nazista e reconstruíram suas vidas no Brasil, com textos de Marcio Pitliuk e fotografias de Eduardo El Kobbi pela Editora Maayanot. Uma obra que chega para lembrar que memória também é forma de resistência

Kátia Flávia

04/05/2026 9h30

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Kobbi Gallery lança Sobreviventes 4 com sete histórias do Holocausto

Estava no Cosme Velho terminando meu café que já tinha virado conversa longa quando Verônica ligou com aquela voz de quem acabou de ver algo que reorganiza o dia. Era o lançamento do quarto volume de “Sobreviventes”, a série que a Kobbi Gallery vem dedicando a preservar, com rigor e delicadeza, as histórias de judeus que viveram o Holocausto e encontraram no Brasil uma segunda chance de existir.

O evento acontece nesta quarta-feira, 6 de maio, das 17h às 20h, na Kobbi Gallery, na Travessa Afonso, 72, em Vila Modernista, São Paulo. O novo volume reúne sete trajetórias de pessoas que, ainda crianças durante a Segunda Guerra Mundial, enfrentaram a perseguição nazista em países como França, Polônia, Hungria e Holanda antes de chegarem ao Brasil e reconstruírem suas vidas do zero.

Os textos são de Marcio Pitliuk, um dos mais importantes pesquisadores brasileiros dedicados ao estudo do Holocausto, em projeto do Memorial do Holocausto de São Paulo. As fotografias são de Eduardo El Kobbi, que não apenas retratou os sobreviventes com profundidade e sensibilidade, mas viajou até os antigos campos de extermínio poloneses para documentar Auschwitz, Majdanek e Treblinka. O livro tem 190 páginas, mais de 100 fotografias, acabamento em couché e capa dura, publicado pela Editora Maayanot.

A série “Sobreviventes” já se consolidou como um dos projetos editoriais mais relevantes da memória judaica no Brasil. A chegada do quarto volume reforça o compromisso de garantir que esses testemunhos sigam vivos e presentes, num momento em que preservar a memória histórica tornou-se uma necessidade urgente e inadiável.

Sete histórias de pessoas que deveriam ter sido apagadas do mundo e que sobreviveram para contar. Aparecer na quarta-feira para ouvir é o mínimo que se pode fazer.

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