Fiquei sabendo assim que desci da esteira na academia, no Leblon, e já saí pesquisando cada resultado: a New Balance 42K Porto Alegre 2026 entregou uma edição histórica neste domingo. O marroquino Zineddine Ouria fechou a prova em 2h08min52s, estabelecendo o novo recorde de maratona disputada em solo brasileiro, e ainda levou o bônus da organização para casa.
O pódio masculino ficou completo com Aziz Ait Ourkia, também do Marrocos, e o queniano Thomas Kibet Maru. Mas quem me arrancou um suspiro foi o brasileiro Fábio Jesus Correia, estreante na distância, que terminou em sexto lugar e cravou a melhor marca nacional já registrada em maratonas no país, com 2h10min46s. No feminino, a marroquina Kaoutar Kahhaz venceu com 2h33min01s, seguida por Sadiya Awel Shure, da Etiópia, e Tara Melissa Palm, da Austrália, com a brasileira Marina Richwin em quinto.

E aí vem o detalhe que fez a prova virar assunto internacional: a presença de Eliud Kipchoge, o maior maratonista de todos os tempos, correndo pela primeira vez em uma maratona oficial no Brasil. Ele completou os 42km em 2h18min42s, na 12ª colocação, e a simples notícia de tê-lo ali já mobilizou corredores e fãs a semana inteira.

A prova reuniu 21.500 corredores de 15 nacionalidades, entre os 5km, 10km, 21km e a maratona completa, e o novo percurso, saindo do Parque Farroupilha e chegando no Parque Harmonia, passou pelos principais cartões-postais de Porto Alegre. Segundo o CEO da Run Sports, Claudio Soirefmann, o objetivo sempre foi construir uma prova capaz de competir com os grandes eventos internacionais, e trazer o Kipchoge foi a prova de que estão no caminho certo.
Porto Alegre entrou de vez no mapa mundial da corrida, e quem esperava que só o eixo Rio-São Paulo desse notícia grande de esporte vai ter que rever o mapa.