De Bari, com o celular esquentando e a Veja na tela, a notícia caiu como uma bomba no meio da tarde italiana. Katy Perry, a mulher do vestido de fogos de artifício e da carreira que voltou depois de muita luta, está sendo investigada pela polícia australiana por assédio sexual. Não é rumor de bastidor. É investigação policial oficial.
Ruby Rose, atriz australiana, acusou Katy Perry de tê-la assediado sexualmente em 2010, numa boate chamada Spice Market, no centro de Melbourne. O caso veio a público de forma inusitada: Ruby respondeu uma publicação da cantora sobre o show de Justin Bieber no Coachella com a acusação direta. Depois, confirmou que registrou a queixa formalmente junto às autoridades. Na noite de terça-feira, 14, informou que a partir daquele momento não poderia mais comentar publicamente sobre o caso nem sobre os envolvidos.



A investigação está sendo conduzida por uma unidade especializada em crimes sexuais da polícia de Victoria. As autoridades confirmaram que analisam o caso, mas não divulgaram detalhes devido ao andamento das apurações. A equipe de Katy Perry negou tudo, classificando as acusações como mentiras perigosas e irresponsáveis, e lembrou que Ruby Rose tem histórico de fazer alegações graves nas redes contra várias pessoas, alegações que teriam sido repetidamente negadas pelos envolvidos.
O timing do caso é de roteiro. Uma resposta a post sobre Coachella vira investigação policial em 48 horas. Katy Perry está em plena retomada de carreira, Ruby Rose formalizou tudo e depois silenciou por determinação legal. A cantora nega. A polícia investiga. E o mundo espera.
Casos como esse não têm resposta rápida nem final limpo. O que existe agora é uma investigação em curso, uma acusação grave formalizada e duas versões completamente opostas. A Justiça australiana que decida.