Menu
Kátia Flávia
Kátia Flávia

Karina Gama , produtora do filme de Bolsonaro, ganha medida protetiva contra ex

A produtora Karina Ferreira da Gama, do longa “Dark Horse” sobre Jair Bolsonaro, conseguiu na Justiça de São Paulo uma medida protetiva contra o ex-marido Wemerson Marinho da Gama, acusado de ameaça e violência psicológica. E a coluna observa que o roteiro fora das telas anda mais movimentado que a própria cinebiografia.

Kátia Flávia

13/06/2026 11h32

17813120286a2caa1cdd75e 1781312028 3x2 md

Medida protetiva determina que Wemerson mantenha distância de trezentos metros de Karina Gama e de familiares, proibindo contato e visitas ao ambiente de trabalho e divulgação de imagens

Cheguei da academia no Leblon ainda de legging, suada, sonhando com um café e um dia calmo na casa. Que nada, meus amores. O celular tocou numa ligação de uma fonte minha que circula no mundo político e no cinema ao mesmo tempo, dessas que sabem onde cada nota de real foi parar, e eu larguei a garrafinha de água pra ligar o modo coluna. O babado de hoje mistura tribunal e um filme sobre o Bolsonaro, com ex-marido no meio, então senta que a história é longa.

A produtora Karina Ferreira da Gama, que toca o longa “Dark Horse” sobre a trajetória de Jair Bolsonaro, conseguiu na Justiça de São Paulo uma medida protetiva contra o ex-marido, Wemerson Marinho da Gama. A juíza Tatyana Teixeira Jorge, da Vara de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, mandou ele manter no mínimo 300 metros de distância dela e dos familiares. Também proibiu qualquer contato, inclusive por rede social, aplicativo de mensagem ou terceiros, e vetou que ele divulgue foto ou vídeo dela sem autorização. A proteção saiu com base na Lei Maria da Penha, gente, e isso aqui é coisa séria.

Nos autos, Karina afirma que passou a sofrer intimidação depois que o casamento acabou, com divórcio protocolado em fevereiro de 2025, e os dois têm uma filha de três anos. Uma testemunha ouvida pela Polícia Civil relatou que Wemerson teria passado a exigir compensação financeira e participação em contratos ligados ao Instituto Conhecer Brasil, presidido por ela, e que, diante da recusa, teria partido para ameaças e tentativas de expor a vida dela. O pedido chegou a ser negado num primeiro momento, mas a juíza reexaminou o caso com laudo psicológico em mãos, viu indícios de violência psicológica, moral e ameaça, e concedeu a proteção. O contato dele com a filha agora só pode acontecer por intermédio de uma pessoa indicada pela própria Karina.

E aqui o roteiro engrossa, porque a moça não é estreante em manchete. Ela ficou nacionalmente conhecida quando veio à tona a produção do tal “Dark Horse”, e nas últimas semanas a imprensa noticiou negociação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, pra bancar o filme. A produtora Go Up primeiro negou ter recebido dinheiro do Vorcaro, depois gente do próprio projeto admitiu a participação dele, e a Ancine abriu investigação pra apurar a bagunça. Como se não bastasse, Karina ainda é alvo de apuração por contratos do Instituto Conhecer Brasil com a gestão Ricardo Nunes, chegou a sofrer busca e apreensão, nega tudo e já prepara um laudo pra explicar as movimentações à Justiça.

Procurada, a defesa do ex-marido, pela advogada Tassiane Locali Ventura, diz que ele ainda não foi formalmente citado no processo, que não mantém contato com a ex faz tempo e lembra que o divórcio é de fevereiro de 2025. Karina, do lado dela, credita a campanha que considera caluniosa a informação distorcida que ele teria repassado pra imprensa. No fim, em volta de um filme que ainda nem estreou, sobrou uma confusão e tanto de poder, dinheiro e investigação. E olha, com a vida real rendendo capítulo atrás de capítulo, a cinebiografia do Bolsonaro vai ter concorrência de sobra fora das telas.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado