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Kátia Flávia
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Juliette se casa com Kaique Cerveny no cenário de O Auto da Compadecida

Cantora escondeu por quase um mês a cerimônia no Lajedo de Pai Mateus, usou vestido com o crochê da avó, viu o noivo de linho e sem camisa e chega nesta quinta ao Recife com mais três vestidos

Kátia Flávia

28/10/2026 11h30

Juliette e Kaique Cerveny celebraram uma cerimônia intimista no Lajedo de Pai Mateus, na Paraíba, antes da festa no Recife.

Juliette e Kaique Cerveny celebraram uma cerimônia intimista no Lajedo de Pai Mateus, na Paraíba, antes da festa no Recife.

Gente, eu estava no sofá aqui do Cosme Velho, pé pra cima, chá de camomila, achando que a semana já tinha me dado tudo. Aí o celular apitou. Era uma amiga minha: “Kátia, abre agora”. Abri. Fotos do casamento da Juliette. Eu fiquei passada. A noiva em cima da pedra, com o véu voando no vento do sertão, parecia saída de um filme. E o noivo, minha filha. Kaique Cerveny de linho, sem camisa por baixo do paletó. Eu tive que pôr o chá na mesa pra não derramar.

E a primeira fofoca é que não foi ontem, não. Juliette e Kaique se casaram no dia 30 de setembro e guardaram o segredo por 27 dias. As fotos só apareceram nesta terça (27), dois dias antes da festa grande. No começo de outubro, ainda tinha gente garantindo que a cerimônia seria “neste fim de semana”. O casamento já tinha acontecido, e quase ninguém sabia.

Agora o cenário, que ninguém botou no título. Eles se casaram no Lajedo de Pai Mateus, em Cabaceiras, no Cariri paraibano, a cerca de 20 km do centro de uma cidade com pouco mais de cinco mil habitantes, conhecida como a “Roliúde Nordestina“. São cerca de 1,5 km de rocha, com mais de cem pedras de granito arredondadas que parecem flutuar no chão. O lugar já serviu de locação para mais de 50 produções, como O Auto da Compadecida, Onde Nascem os Fortes e Cangaço Novo. Ou seja, a paraibana de Campina Grande casou no mesmo cenário de João Grilo e Chicó. Ariano Suassuna ia aplaudir de pé.

O vestido é da estilista nordestina Rebeca Nepomuceno, que levou para o centro da criação o crochê feito pela avó da cantora. Tomara que caia, modelagem sereia, detalhes geométricos, franjas, babados irregulares, cauda longa, véu translúcido e um adorno de cabeça com pérolas pendentes. Juliette explicou assim: “Esse vestido é da minha avó, Maria. Todas as peças de crochê que ela fez em vida e agora ela tá participando desse momento. Eu tô aqui vestida de ancestralidade, trazendo as nossas famílias para celebrar o que só começa”. Eu li isso e chorei no chá. Kaique foi de linho cru, paletó transpassado, decote profundo e uma flor laranja na lapela. Ficou lindo, e eu não vou fingir que não reparei.

Também tem os bastidores que ninguém deu, e são uma delícia. A cerimônia reuniu só os pais e os irmãos dos noivos. Juliette fez a própria maquiagem e ainda maquiou a mãe, e um dos irmãos cuidou dos cabelos da família inteira. Quem celebrou foi o amigo Juzéh, o mesmo que apresentou a ela “Deus Me Proteja“, de Chico César. A despedida de solteira foi uma trilha de moto com os irmãos pelas estradas do Cariri. “Meus irmãos são mecânicos, meu pai também. Então vai ser minha última trilha antes de casar”, contou. Despois da cerimônia veio fogueira, forró e comida regional, porque ela queria que a família de Kaique entendesse “quais são as nossas bases”.

O romance começou em dezembro de 2023. O pedido veio em 30 de novembro de 2024, num jantar de aniversário antecipado, com anel da Tiffany em platina e diamante. Em março deste ano, ela avisou: “Preciso dizer uma coisa: não estou grávida. A verdade é que a gente vai casar ainda neste ano”. E agora, dois dias antes da festa, Kaique postou uma imagem feita por inteligência artificial de um filho dos dois e escreveu: “Não vejo a hora de começarmos a construir uma família”. Angélica, Bruna Marquezine, Camila Queiroz e Sabrina Sato já passaram nos comentários.

E não acabou. Nesta quinta (29), tem a festa no Instituto Ricardo Brennand, no Recife, o mesmo lugar onde Thaila Ayala e Renato Góes subiram ao altar. Juliette prometeu três vestidos ao longo das comemorações, então ainda faltam dois. Eu já separei o chá, o sofá e a bateria do celular. Se a noiva que casou escondida numa pedra do sertão já me deixou assim, imagina a que vai chegar no castelo.

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