Rio de Janeiro, 28 graus, e eu achando que estava quente. Aí abri as fotos da Juju Salimeni. Gente. Faltam uns três meses para o Carnaval e a mulher já está pronta para atravessar a avenida amanhã de manhã, se alguém pedir.
O ensaio foi feito na quadra da Barroca Zona Sul, em São Paulo, para marcar os 16 anos de Juju no Carnaval. A fantasia é toda bordada com cristais espelhados de vidro, em vermelho e rosa, com um adereço de cabeça daqueles que pesam no pescoço e compensam na foto. E o corpo, claro, entrou na produção como protagonista. Juju já apertou a preparação, com dieta, treino e uma lista de cuidados para chegar inteira aos desfiles.

Mas peraí, que a notícia não é só o brilho. Juju vai ter jornada dupla. Continua como rainha de bateria da Barroca Zona Sul, posto que ocupa há quatro anos, e volta à Unidos da Tijuca como musa. Volta depois de oito anos longe da escola carioca. Oito. Não é retorno de quem sumiu um Carnaval e reapareceu no seguinte. É reencontro.

E a história dela com samba começou do lado paulista, na Mancha Verde, onde desfilou por quatro anos. Hoje ela está com um pé em cada sambódromo, o que significa ensaio técnico, prova de fantasia, agenda de quadra e cobrança de duas comunidades ao mesmo tempo. Quem acompanha Carnaval sabe que rainha e musa não aparecem só na noite do desfile. O trabalho começa agora, e pelo visto o dela começou faz tempo.

Juju diz que leva esse universo muito a sério e que, a cada ano, continua se apaixonando por ele. Depois de 16 Carnavais, eu acredito. Ninguém chega em novembro desse jeito por acaso.
