Eu estava numa cantina aqui em Ostuni, aquela cidade toda branca que parece cenário de novela bíblica, justamente assistindo às últimas do BBB 26 no tablet, quando minha fonte me mandou o compilado do Jonas Sulzbach com um emoji de arquivo morto. Gente, sentei mais fundo na cadeira, pedi um vinho e fui ler com atenção de concurseira.
Jonas voltou ao Big Brother no BBB 26 e ficou com três sisters na mesma edição. Maxiane, Marciele e Jordana. Ao comentar o feito para o Gshow, com a desenvoltura de quem apresenta um portfólio de trabalhos, resumiu: “Fiquei com as três meninas, foi superlegal.” Jordana saiu eliminada no dia 16, chegou ao É de Casa no dia 18 sem ter reencontrado o rapaz, e quando perguntada pela apresentadora respondeu com espanto genuíno: “Não, você acredita?” Dois dias de silêncio pós-edredom. Boa introdução ao método Jonas.
O bastidor mais revelador não veio do Gshow nem do Quem, veio da Marlene Verruch, mãe de Jonas, no Encontro com Patrícia Poeta. Com a honestidade que só mãe tem coragem de empacotar na TV aberta, ela sentenciou: “É difícil ele se apaixonar. Ele não promete um amanhã.” Jonas, ao lado, ouviu, concordou e completou: “Sou difícil mesmo.” O filho confirmou. O manual está publicado e distribuído gratuitamente em rede nacional.
O histórico ajuda a contextualizar. No BBB 12, Jonas ficou com Renata e depois com Monique, nenhum romance sobreviveu à luz do dia. Depois veio Mari Gonzalez, oito anos, noivado, mansão construída em Alphaville. Terminou em 2023. No BBB 26, Mari ainda fez mutirão para salvá-lo do paredão, Jonas a chamou de “muito especial”, e ela, que claramente já processou tudo com terapia e musculação, mandou energia positiva e seguiu em frente. Como sempre. À revista Quem, Jonas declarou que pretende casar e envelhecer com alguém, mas emendou na sequência que é difícil se apaixonar de verdade. Os dois fatos na mesma frase, sem nenhum constrangimento.
Jordana, que foi a mulher mais calculista da edição, já chegou na frente: deixou o jogo chamando o affair de “dois adultos solteiros e livres” e dizendo que “foi coisa do momento.” A linguagem de quem releu o contrato, identificou as cláusulas problemáticas e decidiu não assinar. Ela salvou Jonas do paredão por estratégia, foi ao edredom por vontade própria e saiu da casa já com o vocabulário certo. A questão agora é se vai querer comprar o produto mesmo com as avaliações na tela. Eu, daqui de Puglia, apostaria que não, mas o coração da mulher racional é o capítulo mais imprevisível de qualquer novela.