Eu estava atravessando a ponte, indo almoçar em Niterói, cabelo hidratado, lindo, uma vitória que precisa ser registrada, quando chegou a notícia. E eu já sabia que ia encontrar uma mesa de amigas que ama João Bosco. Pronto. O almoço ganhou trilha sonora antes mesmo da entrada.
A União Brasileira de Compositores vai entregar a Medalha UBC a João Bosco, no dia 1º de setembro, na Casa UBC, no Rio. Aos 80 anos e em plena atividade, o compositor será celebrado numa cerimônia com direção musical de Julinho Teixeira e participações de Pedro Luís, Badi Assad, Laura de Castro, Juliana Linhares e Joyce Alane.

E olha os números desse homem, minha filha: segundo os dados do Ecad divulgados pela UBC, são 365 obras musicais e 749 gravações cadastradas. “O bêbado e a equilibrista”, parceria com o eterno Aldir Blanc, lidera entre suas músicas mais tocadas nos últimos cinco anos. Elis Regina, sozinha, tem 66 canções dele gravadas e cadastradas.
João ainda lançou em julho a primeira parte de “Amigos Novos e Antigos – João Bosco 80”, projeto de 17 faixas que reúne nomes como Chico Buarque, Caetano Veloso, Zeca Pagodinho, Mart’nália, Anitta, Ivete Sangalo e Hamilton de Holanda.
E eu já sei como esse almoço em Niterói vai terminar: alguém vai falar de João, outra vai lembrar uma música, outra vai puxar Aldir Blanc e acabou. A gente vai pedir o café discutindo qual é a melhor canção de João Bosco, uma discussão completamente inútil porque ninguém naquela mesa vai conseguir escolher uma só.