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Kátia Flávia
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JHSF compra FBO em Miami e conecta aviação executiva ao Brasil

A JHSF Participações anunciou nesta segunda a aquisição da Embassair, operação de aviação executiva no Aeroporto Opa-Locka, em Miami, por meio de fundo gerido pela JHSF Capital. E a coluna já avisa: quando o Fasano chega num lugar, o bairro inteiro muda de CEP

Kátia Flávia

27/04/2026 11h15

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JHSF compra FBO em Miami e conecta aviação executiva ao Brasil | Divulgação

Estava aqui no Cosme Velho, com o cafezinho ainda quente e o celular já vibrando com a notícia da JHSF, quando pensei: essa gente não descansa. A companhia de lifestyle de alta renda que já manda no Fasano, nos shoppings e no aeroporto executivo de Navegantes acaba de cravar bandeira em Miami, num dos maiores mercados de aviação privada do planeta.
A aquisição é da Embassair, um FBO, sigla para Fixed Base Operator, que é basicamente o spa cinco estrelas dos aeroportos executivos: hangaragem, abastecimento, serviços aeronáuticos 24 horas e, de brinde, previsão de implementação do sistema americano de imigração internacional no terminal. 

O ativo fica no Opa-Locka Executive Airport, a 30 minutos do centro de Miami, e já está entre os principais destinos dos voos internacionais que saem do São Paulo Catarina, o aeroporto executivo que a JHSF opera em Santa Catarina.

O desenho estratégico aqui é elegante e a JHSF não esconde: a ideia é fechar o ciclo completo do cliente de altíssima renda, do embarque em Navegantes até a chegada em Miami, sem precisar encarar Congonhas nem GRU. O CEO Augusto Martins foi direto ao ponto no comunicado, falando em “plataforma integrada” com ativos no Brasil e no exterior, e em capturar sinergias operacionais entre os dois aeroportos. Traduzindo: o cliente que toma café da manhã no Fasano de São Paulo pode pousar em Miami ainda de pijama, se quiser.

Para viabilizar a compra, a JHSF Capital constituiu o JHSF Capital FBOs Fund LP, veículo internacional com a companhia como investidora majoritária. A gestora já administra 19 fundos e tem cerca de R$ 11,2 bilhões sob gestão, então esse movimento entra num portfólio que claramente está de olho em rotas internacionais recorrentes, não em aventura pontual.

A Kátia registra, com o maior carinho: a JHSF tem R$ 18,6 bilhões em ativos e acaba de comprar um pedaço de Miami enquanto muita empresa brasileira ainda debate se consegue pagar o aluguel do escritório. Isso não é expansão internacional, isso é declaração de estilo.​​​​​​​​​​​​​​​​

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