Menu
Kátia Flávia
Kátia Flávia

“Jesus era de esquerda”: Elisa Lucinda detona curso de Cazarré e confronta fé do ator que tem 6 filhos por missão religiosa

Atriz usou a própria crença católica do colega contra ele; Guta Stresser pediu que “o nome de Cristo não fosse usado para justificar ruindade”

Kátia Flávia

23/04/2026 8h15

Elisa Lucinda detona curso de Cazarré e confronta fé do ator que tem 6 filhos por missão religiosa | Reprodução

Elisa Lucinda detona curso de Cazarré e confronta fé do ator que tem 6 filhos por missão religiosa | Reprodução

Amores, que barraco é esse? Estou louca aqui! Na segunda-feira, o ator publicou no Instagram o convite para “O Farol e a Forja”, que ele próprio batizou, sem falsa modéstia, de “o maior encontro de homens do Brasil”. Três dias em São Paulo, na Uni Italo, em julho de 2026. Pago. Com programação dividida em legado profissional, saúde masculina e, no grand finale, masculinidade, cristianismo e oração. A legenda já vinha armada: “Ele sabia que ia apanhar. E criou esse evento mesmo assim.” Seguida de uma lista de pecados pelos quais já teria sido cancelado: defender que pai e mãe têm papéis diferentes, defender a família, não pedir desculpas por ser homem.
Cazarré não esperava aplausos. Conseguiu exatamente o que queria.

O estopim veio de Elisa Lucinda, com a precisão cirúrgica de quem conhece o inimigo pela própria bíblia dele. “Jesus era de esquerda. Multiplicação dos peixes nunca foi coisa de Direita.” Uma frase. Sete palavras na primeira parte. E pronto: a internet inteira precisou de opinião.

Marjorie Estiano, 44, foi mais direta e menos bíblica: “Juliano… você não criou… você só está reproduzindo um discurso que já é ampla e profundamente difundido, enraizado e que mata mulheres todos os dias.” Claudia Abreu, 55, largou apenas o início: “Num país com recorde de feminicídios…” e deixou o ponto de reticências completar o trabalho. Guta Stresser pediu, com uma urbanidade que a situação talvez não merecesse, que o nome de Cristo não fosse utilizado para justificar “ruindade”. Julia Lemmertz, Betty Gofman, Paulo Betti e Silvia Buarque também se manifestaram. O elenco estava completo.

Para entender o Cazarré religioso é preciso voltar a 2018, quando uma crise pessoal o levou ao catolicismo. Desde então, o ator integra o Hallow App, aplicativo de oração que nos Estados Unidos tem Jonathan Roumie, o Jesus de “The Chosen”, como garoto-propaganda, porque a coerência temática é tudo. Com a esposa Letícia, mantém livraria online católica. Segue a doutrina da abertura à vida e tem seis filhos. Recusou a vacina contra Covid-19. Defendeu o PL antiaborto, o que gerou confronto público com José de Abreu e Ana Maria Braga. Um currículo construído com método.

Letícia Cazarré, por sua vez, entrou em campo pelas entrelinhas. Publicou: “A reinvenção de verdade não é uma demolição. É uma síntese.” Cabe ao leitor decidir o que, exatamente, está sendo sintetizado.

Cazarré, até o fechamento desta matéria, não havia respondido individualmente a nenhuma das atrizes. O evento segue com inscrições abertas para julho de 2026. A omissão, neste caso, é o posicionamento.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado