Menu
Kátia Flávia
Kátia Flávia

“Já fui trancada para não poder comer”: Deborah Secco expõe relação abusiva com ex

Atriz relembrou agressões físicas e verbais, falou sobre padrões de abandono em antigos relacionamentos e contou como a guarda compartilhada da filha mexeu com uma ferida da infância

Kátia Flávia

14/08/2026 16h00

Deborah Secco falou sobre relações abusivas em entrevista ao videocast “Conversa vai, conversa vem”

Deborah Secco falou sobre relações abusivas em entrevista ao videocast “Conversa vai, conversa vem”

Deborah Secco fez um relato forte sobre relações abusivas que viveu no passado. Em entrevista ao videocast “Conversa vai, conversa vem”, de Maria Fortuna, a atriz contou que chegou a ser trancada por um ex-namorado para ser impedida de comer e associou antigos vínculos afetivos a um padrão de abandono ligado à ausência do pai.

Eu estava fechando a conta do almoço, já com uma amiga discutindo se ainda cabia café e outra fingindo que não tinha pedido sobremesa, quando li essa fala da Deborah e parei. Tem fofoca que chega fazendo barulho. Essa chega dando um aperto, porque não é sobre climão de famoso, é sobre uma mulher olhando para trás e dando nome a violências que muita gente tenta empurrar para debaixo do tapete.

Na conversa, Deborah afirmou que repetiu em diferentes relações um padrão de abandono. Segundo a atriz, isso apareceu em namoros, amizades e vínculos com pessoas que ela sentia necessidade de conquistar o tempo todo.

“Busquei o padrão de abandono em todas as relações: amorosas, de amizade, pessoas que tinha que conquistar, batalhar, que tendiam ao abandono e não ao cuidado”, disse.

O trecho mais pesado veio quando ela falou sobre situações abusivas e agressões físicas e verbais em relacionamentos anteriores. Deborah não identificou o ex citado, mas resumiu uma das situações com uma frase dura: “Já fui trancada para não poder comer”.

Pois eu larguei o cartão na bandejinha e fiquei olhando para essa frase. Porque não tem glamour, não tem desculpa e não tem romantização possível. Trancar uma mulher para controlar o que ela come não é ciúme, não é cuidado torto, não é “fase ruim”. É violência.

Deborah também falou sobre a guarda compartilhada de Maria Flor, filha dela com Hugo Moura. A atriz contou que, no começo, a divisão da convivência foi uma dor enorme.

“A guarda compartilhada foi a minha maior dor”, declarou.

Depois, segundo ela, ver a filha convivendo com um pai presente acabou mexendo em uma ferida antiga. Deborah afirmou que o cuidado de Hugo com Maria Flor a ajudou a encarar a ausência paterna que marcou sua própria infância.

E é aí que a história muda de lugar. Deborah não estava apenas lembrando relacionamento ruim. Ela estava costurando passado, maternidade, abandono e cura numa mesma conversa. Eu saí do restaurante com as amigas falando mais baixo do que entramos, porque tem confissão que não pede risada: pede escuta.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado