Kátia parou o carro no meio do trânsito da Lagoa quando a notícia chegou pelo grupo da Faria Lima: a Itatiaia completou 13 meses seguidos como a rádio mais ouvida do Brasil, quase 4 milhões de ouvintes por dia, 100 mil a mais do que em junho, segundo o IBOPE.
O mecanismo é simples e ninguém segura. O IBOPE mede alcance nacional somando rádio AM/FM tradicional e streaming digital entre 60 emissoras do serviço, e quem soma audiência em todas as telas ganha peso de negociação com anunciante. Quem perde é a concorrente que ainda trata internet como departamento anexo em vez de parte da grade.
O apelido que corre por aqui já tem nome, a Itatiaia virou a sócia majoritária da atenção mineira, porque não é só rádio na certidão de nascimento, também lidera em Minas nas duas plataformas que o mercado usa para medir tráfego, com 9,9 milhões de visitantes únicos pelo ComScore contra 5,1 milhões da segunda colocada, e 14,6 milhões de visitas pelo SimilarWeb contra 9,7 milhões da vice.

Essa treta não nasceu ontem. A liderança em Minas Gerais já dura sete anos seguidos, e a liderança nacional em alcance vem sendo blindada mês após mês desde que a metodologia atual entrou em vigor em 2023. Recorde sobre recorde, sem susto de queda no meio do caminho.
No bolso de quem lê e de quem anuncia, o recado é direto, mais audiência simultânea em rádio e digital significa tabela de mídia mais cara para concorrente comprar espaço perto dela e call de investidor menos disposto a apostar em quem ainda não资 resolveu a conta multiplataforma.