João Pedro ficou fora da lista de Carlo Ancelotti para a Copa do Mundo de 2026 depois de ter defendido publicamente a convocação de Neymar. Eu ainda estava em Copacabana, encerrando a sobremesa chique que pedi como quem assina um tratado de paz com a própria terça, quando essa ironia futebolística chegou no celular. Minha filha, o menino pediu Neymar na Copa, chamou de ídolo, comparou com Messi na Argentina e, no fim, quem entrou foi Neymar. Ele, não. O futebol também sabe ser uma novela das nove quando quer.
Cria do Fluminense e atualmente no Chelsea, João Pedro era um dos nomes cotados para a lista final da Seleção Brasileira. O atacante de 24 anos, porém, acabou esquecido por Ancelotti entre os 26 convocados para o Mundial. A ausência chamou atenção justamente porque ele havia saído em defesa do camisa 10 pouco antes da divulgação oficial.
“Neymar na Copa. Neymar é o Neymar. Assim como o Messi é para a Argentina, o Neymar é para o Brasil. Neymar é o meu ídolo. É um cara com quem eu não tive a oportunidade de jogar junto”, declarou João Pedro à TNT Sports Brasil.

A frase, bonita e generosa, ganhou um gosto agridoce depois da convocação. Neymar foi chamado para disputar sua quarta Copa do Mundo, enquanto João Pedro ficou de fora. O atacante ainda não balançou as redes pela Seleção principal, o que pode ter pesado na decisão do técnico italiano.

Ancelotti anunciou a lista nesta segunda-feira (18), no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. Entre as surpresas, apareceram nomes como Rayan, Igor Thiago e Weverton. Entre as ausências, João Pedro foi um dos mais comentados, ao lado de Bento.
No idioma oficial desta coluna: João Pedro fez campanha pelo ídolo, mas não ganhou carona no ônibus. Foi elegante, foi fã, foi colega de profissão. Só não foi convocado. E se isso não é injustiça poética, eu já não sei mais o que é.