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Kátia Flávia
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Ingresso de Harry Styles vira polêmica às vésperas do 11 de Setembro: “Quem aprovou isso?”

Fãs apontaram uma possível e infeliz referência aos atentados em arte com carro voador sobre Nova York; não há confirmação de que o desenho tenha relação intencional com a tragédia

Kátia Flávia

10/09/2026 15h00

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Harry Styles se apresentou no Madison Square Garden, em Nova York

Harry Styles virou alvo de críticas por causa da arte impressa no ingresso de seu show no Madison Square Garden, em Nova York. A ilustração mostra um carro amarelo, aparentemente pilotado pelo cantor, cruzando os céus perto do Empire State Building e deixando um rastro que atravessa o edifício, imagem que parte do público associou aos atentados de 11 de Setembro.

Eu servi o frango com vagem no prato, puxei a cadeira da cozinha e olhei aquilo com o garfo suspenso. Meu amor, existe desenho que pede contexto, mas existe também contexto que pede muito mais cuidado de quem aprovou o desenho.

A polêmica ganhou força porque o show aconteceu na semana em que Nova York se prepara para marcar os 25 anos dos ataques de 11 de setembro de 2001. Quase 3 mil pessoas morreram depois que aviões sequestrados atingiram as Torres Gêmeas do World Trade Center, numa ferida que a cidade jamais tratou como simples referência visual.

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A arte do ingresso mostra um carro amarelo sobrevoando o Empire State Building

Eu cortei um pedaço do frango e pensei que a questão não é dizer que Harry Styles quis fazer uma alusão à tragédia, porque não existe confirmação disso. O problema é justamente a combinação de cidade, aeronave ou veículo voando, prédio alto, rastro atravessando a construção e uma data que ninguém em Nova York esquece.
“Colocar isso no verso na semana do 11 de setembro é uma loucura total”, escreveu uma fã. “É bonitinho, mas receio que não tenha sido uma boa ideia.” Outro internauta foi ainda mais direto: “Cara, isso é surreal. Quem foi que aprovou isso, afinal das contas?”.

Eu deixei o celular sobre a mesa e fui beber água. Porque uma equipe pode jurar que viu apenas um carro voador numa arte divertida, mas comunicação não é só o que você quis dizer; também é o que a imagem aciona em quem recebe, especialmente numa cidade com uma memória tão dolorosa.

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A proximidade com o aniversário dos ataques de 11 de Setembro provocou críticas nas redes

O detalhe curioso é que o desenho usa o Empire State Building, não o local onde ficavam as Torres Gêmeas. Ainda assim, isso não impediu que a proximidade com a data e a composição da arte fossem lidas como uma coincidência infeliz. E, em matéria de ingresso de show, coincidência ruim também dá trabalho.

Eu terminei o almoço sem grande cerimônia e fiquei com a frase da fã na cabeça: quem aprovou isso? Às vezes, a diferença entre uma arte pop e uma baita dor de cabeça está numa revisão de cinco minutos antes de mandar imprimir.

Nem Harry Styles nem sua equipe haviam se manifestado sobre a repercussão até a publicação da reportagem. O ingresso, porém, já tinha garantido o que nenhum fã quer receber junto com a entrada de um show: uma polêmica completamente desnecessária.

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