Eu tava na clínica em pleno horário de drenagem quando a notícia chegou por uma fonte que também é cliente frequente do setor de estética: a influenciadora fitness Karol Rosalin, 26 anos, aplicou botox achando que ia rejuvenescer o rosto e teve o efeito contrário.
Karol contou que decidiu pelo procedimento por acreditar que sua rotina intensa de treino, com contração facial repetida, poderia acelerar linhas de expressão. O resultado veio diferente do esperado: ao se olhar no espelho, ela relatou não reconhecer as próprias expressões, sentindo o rosto mais parado e, na visão dela, mais velho, não mais jovem. Voltou à clínica pedindo para reverter o procedimento e foi informada de que o efeito da toxina não se desfaz na hora, precisa ser esperado até passar.

Não tem bastidor de rede social aqui que valha nota, essa é uma fala dada diretamente em comunicado de assessoria, sem post ou story associado até o momento. O que existe é discurso, e discurso é onde eu quero focar.
O ponto que me interessa de verdade é a decisão tomada aos 26 anos por uma pressão que a própria Karol nomeou: a ideia de que prevenção estética deveria começar cada vez mais cedo, como se linha de expressão fosse patologia e não vida acontecendo no rosto de alguém. Ela mesma resumiu a virada, dizendo que hoje prefere as linhas naturais e o rosto se movimentando. É uma fala que devia circular mais em um mercado que vive vendendo antecipação como se fosse cuidado.

Fico pensando quantas outras Karols por aí estão numa cadeira de clínica agora, aos 24, 25, 26 anos, tentando comprar tempo antes mesmo de ele passar. Essa reportagem eu escrevo sem ironia nenhuma.