Eu estava na academia, naquele momento delicadíssimo em que a gente negocia com Deus mais três minutos de esteira, quando meu WhatsApp apitou. Parei tudo. Era a resposta que faltava para uma história que já tinha dado o que falar por aqui: a International Coaching Federation (ICF) resolveu entrar na conversa depois das declarações de Ana Paula Renault.
Na palestra que virou assunto, Ana Paula falou sobre storytelling estratégico para novos negócios, mas deixou claro que não gosta de ser chamada de “coach”. Segundo ela, o termo acabou associado a fórmulas milagrosas e a gente sem estudo técnico ou científico. Pois bem. Os coaches ouviram. E responderam.

O capítulo brasileiro da ICF afirmou que o “uso inapropriado” da palavra coach prejudica os profissionais sérios do setor. A entidade diz concordar com a crítica às promessas de resultados fáceis, mas contesta a generalização e sustenta que o coaching profissional legítimo é baseado em rigor técnico, parâmetros éticos e bases científicas.
E teve endereço certo. A ICF citou nominalmente Ana Paula e disse que associar a profissão às simplificações criticadas por ela contribui para a “banalização do termo”. Segundo a entidade, o problema estaria justamente em qualquer pessoa poder se apresentar como coach sem possuir condições técnicas para exercer a atividade.
Agora, minha filha, virou debate com direito a réplica. Ana Paula colocou em voz alta uma rejeição ao termo que existe há tempos; a ICF respondeu que o problema não é o coaching profissional, mas quem usa o título sem preparo. Eu só voltei para a esteira porque personal cobra por hora.