Menu
Kátia Flávia
Kátia Flávia

IA usa imagem do filho de Cláudia Raia em falsa iniciação no Candomblé e atriz vai à Justiça

Luca, de 3 anos, foi alvo de montagens divulgadas em redes sociais; Justiça mandou remover o conteúdo e preservar dados dos perfis envolvidos

Kátia Flávia

13/10/2026 10h36

Cláudia Raia e Jarbas Homem de Mello acionaram a Justiça após montagens com o filho

Cláudia Raia e Jarbas Homem de Mello acionaram a Justiça após montagens com o filho

Cláudia Raia e Jarbas Homem de Mello acionaram a Justiça após imagens do filho, Luca, serem manipuladas por inteligência artificial e usadas para espalhar uma falsa informação sobre a família. Segundo o processo, as montagens associavam o menino a uma suposta iniciação no Candomblé.

Eu estacionava perto da hospedagem em Sintra, depois da estrada de Cascais, quando li essa história. E, nessa hora, não tem deboche que dê conta: usar a imagem de uma criança para fabricar mentira religiosa é de uma crueldade muito específica e muito baixa.

O casal afirmou que publicou fotos ao lado de Luca em fevereiro e que as imagens foram alteradas posteriormente. Nas montagens, o menino aparecia com roupas e adornos vinculados a religiões de matriz africana, como se a família tivesse submetido a criança a um ritual.

A questão não é a religião, minhas filhas. Candomblé merece respeito, não ser tratado como instrumento de mentira, ataque ou pânico moral contra uma criança. O problema apontado pelos pais é a manipulação da imagem de Luca e a falsa narrativa criada a partir dela.

Cláudia e Jarbas ajuizaram a ação contra o Facebook Brasil, empresa responsável pela Meta no país. Eles alegam que as publicações circularam em perfis do Instagram e do Facebook, provocando especulações e julgamentos públicos sobre a intimidade da família.

O processo pede a remoção imediata das postagens identificadas, bloqueio de novas reproduções e preservação dos dados cadastrais das contas envolvidas. O casal também solicitou uma indenização de R$ 40 mil por danos morais, sendo metade destinada ao menino.

Eu desci do carro e fiquei com isso na cabeça: inteligência artificial não pode virar licença para transformar filho dos outros em personagem de campanha de ódio. A tecnologia faz a montagem, mas quem publica, compartilha e lucra com a mentira continua tendo responsabilidade.

Em 25 de setembro, o juiz Otavio Tioiti Tokuda concedeu a liminar e determinou a retirada das publicações apontadas, além da preservação dos dados dos perfis. A medida permite que a família busque identificar os responsáveis e avalie novas ações individualizadas.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado