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Kátia Flávia
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IA invade restaurantes e CEO promete revolução no food service

No ACOMXperience desta quarta em São Paulo, a ACOM Sistemas apresentou sistemas de inteligência artificial que prometem prever demanda, cortar desperdício e automatizar até o fiscal. E a Cátia, que almoça fora todo dia e já perdeu a conta de quanto paga de taxa de serviço, torce para que funcione de verdade.

Kátia Flávia

28/05/2026 12h32

carlos drechmer ceo acom

Carlos Drechmer, CEO da ACOM Sistemas (Foto: Divulgação)

A Kátia Flávia estava na varanda do Cosme Velho, terceira taça de Chablis, ouvindo uma amiga reclamar que o restaurante favorito dela errou o pedido pela quarta vez no mês, quando o celular vibrou com o release do ACOMXperience. O universo fala, gente.

O evento aconteceu nesta quarta-feira, dia 28, em São Paulo, promovido pela ACOM Sistemas, empresa de Curitiba fundada em 2003 que atende mais de 300 grupos no food service e cerca de 2 mil CNPJs espalhados pelo Brasil. A proposta era reunir empresários e especialistas para mostrar que a inteligência artificial chegou à cozinha e veio para ficar. O CEO Carlos Drechmer, vinte e tantos anos no setor, apresentou o Everest.IA, um ERP que roda por WhatsApp e Telegram e deixa o dono do restaurante gerenciar tudo pelo celular via texto ou voz. Pedido errado por WhatsApp virou solução via WhatsApp. Poético.

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Food service une inteligência artificial e fator humano para transformar restaurantes. (Foto: Divulgação/Pexels)

O histórico da empresa ajuda a entender por que a plateia levou a sério: no fim de 2025, a ACOM foi ao Web Summit em Lisboa dentro de uma delegação de 340 startups coordenada por ApexBrasil e Sebrae, evento com 70 mil participantes de 150 países. Não é qualquer empresa de sistema para churrascaria que sobe nesse palco, não. O EVEREST 4.0, outra novidade do evento, repensa toda a lógica de gestão do estabelecimento com IA como espinha dorsal da operação.

O discurso de Drechmer foi cuidadoso nesse ponto: reforçou que a IA reposiciona o ser humano em funções mais estratégicas e criativas, que a combinação entre máquina e gente é o diferencial competitivo dos próximos anos. As redes ficaram em paz com esse recado. Nada de textão de garçom com medo de ser mandado embora.

Cátia fecha com o veredito dela: restaurante bom tem que ter comida boa, ambiente bonito e conta que não dá infarto. Se a inteligência artificial resolver pelo menos a última parte, Carlos Drechmer merece uma estátua em cada praça de alimentação do país.

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