Eu vou te dizer: enquanto tem CEO parcelando cafezinho na firma, Luciano Hang foi lá e fez um desfile de liquidez digno de capa de revista. O Véio da Havan simplesmente antecipou o 13º, pagou PPR, o famoso “14º salário” da casa, e jogou R$ 100 milhões na pista como quem não aceita perder protagonismo nem no aniversário da própria empresa.
E não foi qualquer timing, não. Tudo milimetricamente coreografado para os 40 anos da varejista, porque aqui a data comemorativa vira estratégia de retenção com trilha sonora épica. O funcionário acha que ganhou presente; o caixa sabe que comprou lealdade.

O PPR, que já virou tradição desde 2007, entra como aquele personagem fixo da novela que o público ama. Previsível, mas essencial. Só que desta vez teve plot twist com antecipação para coincidir com a festa. Resultado? Um combo emocional e financeiro que poucas empresas conseguem sustentar sem tensionar o próprio caixa.
Agora, vamos falar de bastidor, porque é aí que mora o glamour real. Em um varejo onde muita gente anda cortando custo, revisando meta e fazendo cara de planilha sofrida, a Havan aparece distribuindo dinheiro e mandando um recado silencioso e poderosíssimo: aqui ainda tem gordura, e eu escolho como usar.

São 25 mil colaboradores impactados, 193 lojas espalhadas como pequenos feudos de consumo e uma ambição que não se esconde: 200 unidades até 2026 e faturamento de R$ 20 bilhões. Isso não é só pagamento de benefício, é posicionamento de mercado com cheiro de dinheiro novo.
E, no fim das contas, meu bem, é aquilo que eu sempre digo: no capitalismo, quem paga o bônus também escreve o roteiro.