Menu
Kátia Flávia
Kátia Flávia

Globo Summit expõe o poder criativo que move bilhões na TV

O maior encontro de conteúdo da Globo reuniu em um só dia Alice Braga, Dira Paes, Cao Hamburger e os executivos que decidem o que o Brasil vai assistir. E a Kátia garante: isso foi reunião de conselho de administração com tapete vermelho.

Kátia Flávia

27/05/2026 10h45

Summit Acontece Globo discutiu o futuro do audiovisual brasileiro no Rio2C Dira Paes, Fernando Segtowick (diretor da Marahu Filmes), Gabriel Jacome (diretor de conteúdo da TV Globo), a atriz Vitória Strada e Fred Mayrink (diretor artístico dos Estúdios Globo). Globo/Lucas Teixeira

Summit Acontece Globo discutiu o futuro do audiovisual brasileiro no Rio2C Dira Paes, Fernando Segtowick (diretor da Marahu Filmes), Gabriel Jacome (diretor de conteúdo da TV Globo), a atriz Vitória Strada e Fred Mayrink (diretor artístico dos Estúdios Globo). Globo/Lucas Teixeira

Estava na fila do check-in no Santos Dumont, mala de mão na esteira e olho já em São Paulo, quando a equipe da Globo me jogou o resumão do Summit de ontem. Parei tudo. A Globo reuniu o cast mais estratégico do audiovisual brasileiro em um único palco, e isso merecia pelo menos um delay no boarding.

O Globo Summit aconteceu ontem (26) no Rio e trouxe um lineup que qualquer festival de cinema pagaria caro para ter: as atrizes Alice Braga, Larissa Bocchino e Dira Paes, os diretores Cao Hamburger e Carol Jabor, a roteirista Rita Piffer, e os executivos que assinam o cheque criativo da casa, como Alex Medeiros, Head de Conteúdo de Ficção do Globoplay e Globo Filmes, Samantha Almeida, diretora de marketing da TV Globo, e Rodolfo Bastos, diretor de publishing na Globo. Tudo isso mediado pela Kenya Sade, que conduziu a conversa como CEO de si mesma.

Os painéis deixaram claro onde está o poder do audiovisual brasileiro agora. A Daniela Busoli, CEO da Formata e a CEO do momento das produções independentes, dividiu o palco no painel “Do micro ao macro” com o time da Globo para debater como o comportamento da audiência está redefinindo as linguagens narrativas: código corporativo bonito para dizer que o público não aguenta mais coisa ruim e os números provam. Dira Paes comandou o painel sobre narrativas regionais com a desenvoltura de quem sabe que história local com produção decente virou exportação garantida.

O destaque estratégico ficou por conta da confirmação da adaptação de “No Jardim do Ogro” como filme Original Globoplay em parceria com a Disney. A Globo abrindo uma joint venture criativa com a maior máquina de conteúdo do planeta, e o mercado mal comentou. Cao Hamburger e Rita Piffer no painel de adaptação audiovisual logo depois disso foram sinalização clara: o pipeline está acelerado e o dinheiro já tem endereço.

O Summit de 2026 teve cara de roadshow disfarçado de conversa cultural. Quem estava naquela sala não estava só assistindo painéis, estava vendo onde o dinheiro e a criatividade vão bater cabeça nos próximos dois anos. Põe o nome no calendário.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado