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Kátia Flávia
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Galvão Bueno confessa medo de ficar fora da Copa após cirurgia na coluna

Aos 75 anos e às vésperas de comandar mais uma transmissão pelo SBT, o narrador admitiu que a recuperação da cirurgia na coluna trouxe apreensão real sobre sua presença na reta final do Mundial. Treze Copas no currículo não deixam ninguém imune ao medo de perder a décima quarta por causa de um parafuso mal colocado.

Kátia Flávia

04/07/2026 8h12

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O locutor passou por uma cirurgia na coluna para correção de hérnia de disco antes da Copa.

Amanheci em Nova York com o relógio ainda emperrado no fuso do Brasil e a cabeça já em modo Copa do Mundo. Faltava pouco para descer para o café da manhã do hotel, separar a roupa para o Brasil e Noruega e revisar a agenda de compromissos por aqui, quando o celular vibrou com uma ligação que não podia esperar. Do outro lado, um contato que acompanha de perto os bastidores esportivos me atualizou sobre a fala de Galvão Bueno, e ali mesmo, ainda de roupão, liguei o modo coluna.

Galvão admitiu publicamente o medo de ficar fora da cobertura da Copa depois da cirurgia que fez na coluna em maio, relatando dificuldade para andar durante o processo de recuperação. A declaração pegou muita gente de surpresa, porque até então a narrativa oficial era só de otimismo e retorno rápido às atividades.

Vale lembrar o contexto. O narrador foi internado no Hospital Albert Einstein para tratar uma hérnia de disco, procedimento classificado como eletivo e com previsão de recuperação entre cinco e sete dias. Não é a primeira vez que Galvão assusta o público nos últimos meses. Entre novembro e dezembro do ano passado ele já havia passado por duas internações, uma por pneumonia viral e outra por estresse físico durante a própria recuperação.

Nas redes, a preocupação tomou conta rápido. Fãs recuperaram vídeos antigos de Galvão narrando Copas anteriores e encheram os comentários de mensagens de apoio, muita gente lembrando que esta seria a despedida dele das transmissões, depois da confirmação de que não estará no microfone em 2030. Colegas de profissão também se manifestaram torcendo pela recuperação plena antes das fases decisivas do torneio.

E aqui fica o meu recado sem rodeios. Depois de catorze Copas, cinquenta e sete jogos da Seleção e um lugar garantido no Guinness, ninguém tem moral pra pedir pressa na recuperação de Galvão Bueno. Que ele ande com calma, narre com a voz de sempre e deixe essa despedida ser lembrada pelo microfone e não pela fisioterapia.

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