Gente, eu estou aqui em Nova York, entre um brunch e uma reunião de pauta, e recebo a ligação mais deliciosa da manhã. É a Rosana, sempre antenada nos bastidores da Faria Lima do entretenimento, me contando que Francine Piaia, aquela finalista icônica do BBB 9, decidiu fazer o que toda executiva esperta faz quando descobre um nicho inexplorado: monetizar. A menina não levantou o troféu do reality, mas levantou um modelo de negócio que faria qualquer CFO aplaudir de pé.
Segundo o relato que ela deu ao gshow, Francine Piaia hoje opera em duas das maiores plataformas do setor, como quem diversifica portfólio entre Privacy e OnlyFans, equilibrando diferentes fontes de receita. E ela foi didática, hein. Falou que a vida ficou supersossegada trabalhando com internet, o que, no meu dicionário particular de colunista financeira, eu traduzo assim: fluxo de caixa recorrente, baixo custo operacional e um público fiel que não cancela assinatura nem debaixo de crise cambial.

O que mais me impressionou nessa entrevista foi a leitura estratégica que ela fez do próprio reposicionamento de marca. Ela contou que não se achava um produto atraente antes, e que foi justamente essa reinvenção que virou o motor da autoestima e do negócio ao mesmo tempo. Isso, minha gente, é rebranding de manual de Harvard, só que com menos PowerPoint e muito mais engajamento direto com o consumidor final.
E não para por aí. Francine Piaia ainda revelou que investe pelo menos uma vez por ano em cirurgia plástica, o que eu classifico como capital intensivo em ativo fixo, e que está casada atualmente, ou seja, vida pessoal estável rodando em paralelo com a carteira de clientes. Ela também fez questão de dizer que era muito jovem na época do programa, mas que carrega até hoje o reconhecimento de quem foi treinada pelo Big Brother Brasil raiz, aquele que forma um público fiel e garante trabalho muitos anos depois da saída da casa.
No fim das contas, o que Francine Piaia provou, com aquele estilo tranquilo de quem não está nem aí para haters, é que reinvenção bem posicionada vale mais do que qualquer prêmio de reality. Enquanto isso, eu sigo aqui em Nova York, de olho no próximo case que vai virar pauta da coluna, porque negócio bom, minha gente, sempre puxa outro negócio bom atrás.