Eu estava com esse print aberto no celular quando chegou até mim o áudio que a própria Flay mandou diretamente para a Blogueirinha. E aí, gente, muda de figura. Porque uma coisa é a zoeira. Outra é quando a piada mexe justamente com a credibilidade de uma conquista profissional.
Flay foi direta. Depois de dizer que a Blogueirinha pode zoá-la e fazer chacota à vontade, ela colocou um limite: o Grammy Latino. “Não se paga pra você tornar o seu álbum elegível dentro do Grammy Latino. Não paga. Eu não paguei nada. Isso não existe, ninguém paga”, afirmou.
A resposta veio depois de Blogueirinha dizer que Flay teria desembolsado R$ 10 mil para submeter uma obra à premiação. No áudio enviado à apresentadora, a cantora explica que sua preocupação vai além da provocação pessoal. Segundo ela, repetir essa informação acaba alimentando a velha conversa de que dinheiro ou contatos seriam necessários para conseguir espaço na premiação.
Flay também defendeu o sistema de votação. Disse que o Grammy Latino funciona por meio de uma academia formada por membros votantes ligados à música, entre artistas, produtores e compositores. E fez questão de dizer que confia no processo: “Eu confio e eu acredito que realmente é uma coisa honesta, é uma coisa genuína. É meu sonho.”
E foi justamente aí que o áudio deixou de ser apenas uma resposta atravessada e mostrou onde a brincadeira pegou. “Nos dias atuais, ninguém tá nem aí com isso. O negócio é tirar onda mesmo, chacotar com o sonho de todo mundo”, desabafou.
Blogueirinha pode brincar. Flay mesma disse que pode. Mas, dessa vez, a cantora fez questão de separar a chacota da informação: segundo ela, não houve pagamento para tornar seu trabalho elegível ao Grammy Latino. E quando a piada vira afirmação sobre dinheiro, a fofoca também precisa conferir a conta.